FGV: IPC para baixa renda sobe 0,16% em fevereiro
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sexta-feira, 06 de março de 2009
Alessandra Saraiva<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - A inflação sentida pelas famílias mais pobres perdeu força no segundo mês deste ano. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda de 1 a 2,5 salários mínimos mensais (R$ 465 a R$ 1.162,50), e que subiu 0,16% em fevereiro, após avançar 0,72% em janeiro. As informações foram anunciadas ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a entidade, este foi o menor resultado desde setembro de 2008, quando o indicador registrou queda de 0,57%.
Com este resultado, o índice acumula alta de 0,88% no ano e avanço de 6,67% nos últimos 12 meses até fevereiro. A taxa acumulada pelo IPC-C1 nos dois primeiros meses de 2008 é inferior à inflação medida para o mesmo período pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que abrange famílias com ganhos entre 1 e 33 salários mínimos (R$ 465 a R$ 15.345), e que ficou em 1,05%. Entretanto, no acumulado em 12 meses, o dado do IPC-C1 ainda é mais elevado do que o apurado para o mesmo período pelo IPC-BR, que é de 6,15%. Ainda segundo a FGV, o resultado de fevereiro do IPC-C1 foi menor do que a taxa mensal do IPC-BR para o mesmo mês, que teve alta de 0,21%.
O IPC-C1 foi lançado oficialmente em 2008, mas sua série histórica foi iniciada em janeiro de 2004, quando entrou em vigor a mais recente estrutura de pesos, extraída da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pela FGV no biênio 2002/2003. Essa é a décima divulgação do índice, que é anunciado mensalmente pela instituição.


