FGV eleva projeção para IPC-S de 2011 para 5,8%
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sexta-feira, 01 de abril de 2011
Agência Estado 
São Paulo - O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, elevou ontem sua projeção para a inflação acumulada do indicador de inflação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para 2011. Em entrevista para o detalhamento do IPC-S de março, ele informou que a expectativa subiu de um intervalo entre 5% e 5,5% para uma taxa de 5,8%, com viés de alta. Segundo Picchetti, o aumento na projeção é uma consequência do atual cenário de taxas mensais desconfortáveis que o índice vem apresentando nos primeiros meses de 2010.
Ontem, a FGV informou que o IPC-S fechou o mês de março com uma taxa de inflação de 0,71% ante 0,49% em fevereiro. Com este resultado, o índice acumulou no ano alta de 2,49% e, nos últimos 12 meses, uma taxa de 5,86%. Em 2010, o IPC-S fechou o ano com taxa acumulada de 6,24%.
''Desde a metade do ano passado, a inflação deixou de ser tranquila'', comentou Picchetti, chamando a atenção principalmente para o atual nível de alta do grupo Serviços, que subiu 5,42% no primeiro trimestre e expressivos 16,7% nos últimos 12 meses até março.
De acordo com Picchetti, o viés de alta adotado para sua nova projeção está amparado pelo fato de que, na melhor das hipóteses para o cenário pressionado atual, o IPC-S acumularia em 2011 uma taxa de 5,8%. ''Se ainda conseguíssemos uma taxa média mensal de inflação para os próximos nove meses do ano de 0,35%, o IPC-S fecharia o ano em 5,8% de aumento'', disse. ''Isso não está garantido'', afirmou, lembrando que, se no ano passado o índice chegou a registrar meses de deflação que amenizaram o resultado acumulado, para 2011, não há sinais de que isso se repetirá.
Alimentos
A aceleração de preços no grupo Alimentação, de 0,86% para 0,98% da terceira para a quarta quadrissemana de março, foi a principal responsável para a taxa de inflação de 0,71% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) no fechamento do mês. Segundo informou ontem a FGV, os destaques foram as oscilações de preços de hortaliças e legumes (de 6,65% para 7,03%), carnes bovinas (de -2,33% para -1,63%) e pescados frescos (de 2,46% para 4,31%).
Outros grupos que registraram elevação em suas taxas de variação de preços foram Vestuário (de 0,89% para 1,01%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,25% para 0,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,64% para 0,68%) e Transportes (de 1,18% para 1,23%). Nessas classes, destacaram-se, respectivamente: roupas (de 1,14% para 1,25%), hotel (de 1,09% para 1,21%), medicamentos em geral (de 0,33% para 0,42%) e gasolina (de 0,95% para 1,58%).
Por outro lado, houve decréscimos nas taxas de variação de preços nos grupos Habitação (de 0,47% para 0,41%) - influenciado principalmente pelo aluguel residencial (de 0,75% para 0,58%) - e Despesas Diversas (de 0,40% para 0,07%) - com queda da taxa no item cigarros (de 0,69% para zero).


