FGV divulga inflação de 0,54% em setembro
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segunda-feira, 01 de outubro de 2012
Fábio Galiotto <br> <br> Reportagem Local 
O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) fechou o mês de setembro em alta de 0,54%, puxado principalmente pelas tarifas de telefonia celular e de energia elétrica, segundo divulgou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para os próximos meses, a estimativa da instituição é de que a média mensal recue devido à redução nos preços de alimentos após período de pressões climáticas. Assim, a previsão para outubro é de 0,50% e para o ano, de 5,20%.
Houve alta de 0,48% na tarifa de celulares na terceira quadrissemana de setembro para 0,89% na última leitura. Para eletricidade residencial, passou de 0,24% para 0,70%, de acordo com a FGV. ''São preços administrados por contratos feitos por concessionárias, então são previsíveis e comuns'', conta o professor Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios.
Por outro lado, a alimentação teve redução de 1,28% para 1,23% entre as comparações, principalmente pela queda no preço de hortaliças e legumes, que foi de 1,50% para -2,09%. O coordenador da FGV responsável pelo IPC-S, Paulo Picchetti, afirma que a tendência é que o item continue a puxar para baixo a inflação semanal no País até o fim do ano. ''Houve um problema climático que não deve mais afetar a produção'', diz Picchetti.
O acumulado pelo índice neste ano é de 4,07% e nos últimos 12 meses, de 5,73%. Com três meses para o término de 2012, Picchetti acredita que haverá no máximo alta de mais 1,13 ponto percentual, para chegar a 5,20%. Ele diz que já levou em consideração as altas pelas compras de fim de ano e que o valor, apesar de abaixo dos 6,36% de 2011, será inferior ao mínimo determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). ''É um patamar abaixo do registrado no ano passado, mas acima do centro da meta'', comenta, ao usar como base a meta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 4,5%.
Segundo o professor Alcides Leite, como não deve ocorrer alta de combustíveis e outros itens, como energia elétrica, já tiveram aumento, a tendência é de que a inflação não passe dos 0,50% mensais até o término de 2012. ''Teremos uma estabilidade da média, com teto para 5,5% até o fim do ano.''
Ele considera o índice anual alto se comparado ao de nações desenvolvidas, como Estados Unidos, Japão e países europeus, mas dentro do aceitável de ficar até dois pontos perceituais acima ou abaixo dos 4,5% da previsão do IPCA. ''Não dá para responsabilizar o Banco Central pela inflação devido à baixa de juros, porque está dentro da meta para o ano'', afirma.
O professor considera que o Brasil aproveitou uma oportunidade histórica para reduzir a taxa de juros e que o caminho é o correto, porque permitirá uma composição de preços dos produtos brasileiros mais adequada no mercado mundial. ''Ano que vem teremos crescimento econômico maior e inflação semelhante à deste ano por causa dessa evolução'', prevê.
Trocas no prato
Entre os itens individuais que apresentaram maior alta há justamente dois alimentos. A batata inglesa passou de 24,38% para 25,12% entre as duas semanas e a cebola, de 18,59% para 19,78% no mesmo período. Da mesma forma, os com maior queda foram tomate, de -5,68% para -13,55%, alface, de -7,79% para -7,88%, cenoura, de -4,73% para -9,96%, e pimentão, de -2,95% para -15,5%. (Com Agências)



