Curitiba - O mercado de trabalho vem diminuindo a taxa de desemprego e, a boa notícia, é que a projeção de novos empregos para os próximos meses apresenta tendência de crescimento. Os dois novos indicadores criados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) retratam exatamente este cenário.
O Indicador Coincidente de Desemprego (IDC), que monitora a evolução da taxa de desemprego, caiu 2,5% em outubro, ante queda de 0,1% no mês anterior. Já o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), que antecipa movimentos do mercado de trabalho, avançou 2,4%, o que representa crescimento do nível de emprego nos próximos três meses. Em setembro, a taxa foi de 3,4%.
O economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Fernando de Holanda Barbosa Filho, lembrou que o índice de desemprego no País apontado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE é de 5,4%. A divulgação do IDC aponta que esta taxa teria caído para 5,3%. Segundo ele, a pesquisa mostra que o mercado de trabalho deve continuar aquecido nos próximos dois ou três meses.
Ele acredita que um dos principais motivos que levou à diminuição da taxa de desemprego foi o crescimento do número de vagas no setor de serviços, que é uma área que necessita muito de mão de obra. Barbosa Filho destacou ainda que o IAEmp vai ser uma referência para identificar uma crise antes de ela acontecer e antecipar movimentos no mercado de trabalho. Para 2013, ele acredita em estabilização no desemprego e crescimento no nível de emprego no País.
''O mercado de trabalho deve continuar aquecido nos próximos meses. A tendência é manter a desocupação em patamar baixo'', disse.
O professor do curso de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Carlos Magno Bittencourt, destacou que nesta época do ano há perspectiva maior de emprego com a contratação de temporários para o Natal, com chances de uma parcela deles ser efetivada em janeiro.
Para 2013, ele prevê que há tendência de crescimento do emprego porque o governo federal projeta uma elevação de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Os motivos que devem sustentar o crescimento da economia e, consequentemente do emprego, são a redução dos juros, a desoneração tributária com a redução de alguns setores e a desoneração da folha de pagamento para alguns segmentos produtivos.
O presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Darci Piana, disse que neste período do ano o comércio contrata temporários e não faz demissões. Segundo ele, o setor de serviços também é beneficiado nesta época principalmente nas áreas de hotéis, restaurantes e turismo com a chegada do período de férias. A previsão dele é que sejam contratados cerca de 17 mil a 20 mil temporários no Paraná. Ele acredita que 40% dos temporários sejam efetivados no Estado e que as vendas do comércio paranaense tenham crescimento de 7% a 7,5%.

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