Rio - O mercado de trabalho deve registrar geração de vagas este ano, embora a efetivação dessa expectativa ainda dependa da recuperação da economia, avaliou o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 0,3 ponto em fevereiro ante janeiro, para o patamar de 95,9 pontos, o maior nível desde maio de 2010. Quando há crescimento, a tendência é que haja geração de vagas. Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 1,9 ponto na passagem de janeiro para fevereiro, atingindo 100,7 pontos. Quando o índice tem queda, significa melhora na avaliação dos consumidores sobre momento atual do mercado de trabalho.

"Os agentes estão com planos para contratar nos próximos meses. A pergunta é quando isso vai se realizar. Obviamente depende da situação da economia de uma forma geral. Se houver sinais de melhora, as contratações vão ocorrer", afirmou Barbosa Filho.

A situação atual, entretanto, ainda é bastante desfavorável. "O ICD ainda está num nível muito elevado", lembrou ele, ressaltando que o indicador acompanha a avaliação dos consumidores sobre a situação do emprego. A faixa de renda que mais contribuiu para a queda do ICD foi a do grupo de consumidores que recebem entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00 mensais.

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