Porto Alegre- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, explicou ontem que o governo deve negociar uma proposta de transição para a cobrança do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados domésticos. Ela disse que a Medida Provisória 284 não deve ser aprovada como está, pois o benefício esperado poderia ser revertido. ''A proposta como está não deve ser aprovada, porque ela pode virar contra si mesma, ou seja, era uma proposta para aumentar a formalização'', disse.
''Nós que queremos que as domésticas tenham os mesmos direitos de qualquer trabalhador, também percebemos que para atingir isso pode ser necessário um processo e não uma medida imediata'', acrescentou. Conforme Dilma, haverá reunião hoje entre o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, e a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, para discutir uma proposta de transição.
A ministra avaliou que a oposição encontrou uma forma ''perversa'' de fazer política ao aprovar o reajuste de 16,6% aos aposentados. ''A não ser que tenhamos responsabilidade de Estado, oposição e governo, não conseguiremos construir o País que todos queremos'', afirmou. Ela descreveu que o governo negociou o reajuste de 5% com representantes dos aposentados. ''Também aproveitando a conjuntura eleitoral, a oposição quis testar o governo e ameaçá-lo com 16% de aumento'', declarou.
Conforme Dilma existe um impasse, que está sendo avaliado pelo governo. A ministra ressaltou, contudo, que o governo ''tem o firme compromisso com as finanças públicas''. Ela explicou que um veto derrubaria toda a proposta. ''É uma forma perversa que a oposição encontrou de fazer política, penalizando os aposentados'', avaliou.

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