Fetranspar estuda entrar na Justiça
O presidente da Federação das Transportadoras do Estado do Paraná (Fetranspar), Luiz Anselmo Trombini, disse que a greve afetou diretamente o setor de transporte e indiretamente todos os setores da sociedade.
A Fetranspar passou a orientação para os transportadores guardarem todos os documentos que comprovem a estadia de caminhões parados para depois poderem entrar com uma ação na Justiça. O departamento jurídico da entidade já estuda ajuizar uma ação para ter o retorno dos prejuízos provocados pela greve. Até agora, as transportadoras já conseguiram, individualmente, 20 liminares em Foz do Iguaçu e no Porto de Paranaguá para desembaraçar mercadorias.
Segundo ele, o custo da tonelada/hora parada é de R$ 1. Um caminhão com 30 toneladas teria o custo de R$ 30 a hora. Um dia parado representaria R$ 720,00 de custos. O preço da estadia é pago pelos transportadores. A Fetranspar ainda não tem um valor calculado de prejuízo provocado pela greve.
''Os caminhoneiros autônomos estão sofrendo mais ainda, com falta de comida e de higiene nas estradas. Precisamos de uma agilidade maior do governo para negociar e acabar com a greve'', disse. A Fetranspar representa nove sindicatos do Paraná e um total de 12.500 empresas.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam) e da Federação Nacional dos Caminhonheiros Autônomos (Fenacam), disse que os caminhoneiros que vivem de exportação estão parados. Segundo ele, dependendo do volume de trabalho, estes profissionais conseguem uma renda mensal de R$ 3 mil a R$ 5 mil. ''Não dá nem para visualizar o prejuízo que vai vir pela frente'', declarou. Hoje, o Paraná tem cerca de 80 mil caminhoneiros autônomos e de 10% a 20% deles atuam na área de exportação e importação de cargas. (A.B.)





