Fetaep quer elevar mínimo do feijão
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Vânia Casado 
A Fetaep está reivindicando aumento no preço mínimo do feijão. O assessor econômico, Sérgio Gutierrez, diz que os custos de produção aumentaram com a desvalorização cambial, que provocou alta dos insumos. Na eventualidade de queda de preços do produto no mercado, os produtores precisam ter algum mecanismo de proteção, argumenta.
Os agricultores estão preocupados com a queda de renda do feijão, estimada em 15% em decorrência da redução dos preços do produto. A alta no custo de produção foi calculada em 28,2% entre janeiro e abril desse ano, pela Ocepar. A saca de feijão carioca está em R$ 29,00, empata com o custo. Ocorre que o preço mínimo é de R$ 26,00, ou seja está abaixo do custo, lembra.
Gutierrez alerta que a área plantada de feijão pode cair na safra 99/00 se os produtores não forem estimulados com um bom preço mínimo. Na safra passada, a área plantada atingiu 508 mil ha no Paraná. A Fetaep aprova o plano de redução das importações até 2001. Através desse plano, o País pretende reduzir o valor gasto com a importação de feijão, que no ano passado foi de US$ 139 milhões, para US$ 60 milhões esse ano e US$ 30 milhões nos próximos dois anos.
Mas o plano de redução das importações, sem estímulo ao plantio com preço mínimo não adianta, lembra. Para o feijão, o preço mínimo influencia bastante os produtores, porque o feijão não é produto de exportação e depende da demanda do mercado interno para se viabilizar. Outra reivindicação é a adoção de mecanismos de comercialização como AGF e EGF/COV.
Ocepar A Ocepar, em artigo assinado pelo presidente João Paulo Kosloviski, distribuído à imprensa esta semana, alerta que o agricultor não conseguirá plantar a mesma área cultivada na última safra (1998/99), com a receita obtida com a comercialização da produção. Ele afirma que junto com a desvalorização cambial que elevou o faturamento, também vieram fortes remarcações nos preços dos principais insumos utilizados. Os ganhos foram corroídos, destaca.
Segundo levantamento feito pela Ocepar, de janeiro a abril de 1999, o inseticida teve uma variação de preço de 50,3%, o herbicida, uma variação de 48,6%, os fungicidas, 48,9%, fertilizantes, 48,9% e combustível, 15%. Com isso os custos de produção do milho evoluíram 23,5%, da soja, 26,3% e do trigo 29,1% no mesmo período.


