São Paulo - Com shows, sorteios e discursos políticos, a CUT e a Força Sindical conseguiram reunir cerca de 3 milhões de pessoas nas comemorações do Dia do Trabalho em São Paulo.
A festa da Força recebeu 1,5 milhão de pessoas na praça Campo de Bagatelle, na zona norte de São Paulo. Os organizadores da festa da CUT informaram que 1,5 milhão de pessoas passaram pelo evento, realizado na Avenida Paulista (região central). Mas a PM não confirmou esse número.
Na Força, a festa foi recheada de críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ''Quem de nós não tem um parente ou um amigo que está desempregado? Tudo isso é culpa de uma política econômica voltada para o sistema financeiro. Nós convidamos o pessoal do governo para estar aqui, mas eles não tiveram coragem de vir'', disse o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
Já a comemoração da CUT foi marcada por palavras de apoio ao presidente Lula e às realizações de seu governo. A pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, disse que ''pela primeira vez, em 10 anos, 80% dos trabalhadores da CUT conseguiram aumento salarial muito acima da inflação''. Os dois eventos contaram com a presença de várias liderança políticas e shows de diversos artistas. Somadas, as duas comemorações custaram cerca de R$ 5 milhões.
As duas festas contaram com apresentações de diversos gêneros musicais como pagode, samba, sertanejo, rock, romântico e pop. Daniela Mercury, Daniel, Banda Calypso, Alexandre Pires, Edson e Hudson, Wanessa Camargo, Guilherme e Santiago, por exemplo, confirmaram presença nas duas festas. Durante todo o dia, a Força Sindical distribuiu prêmios para os trabalhadores. Foram sorteados cinco apartamentos e 10 carros 0 km.
Varig - A Força Sindical aproveitou a festa em comemoração ao Dia do Trabalho para se manifestar a favor de que o governo federal ajude a salvar a Varig da falência. ''A Varig tem hoje 11 mil trabalhadores diretos e mais de 20 mil indiretos, é uma empresa que tem mais de 60 anos. Quero dizer ao governo Lula: se ele tinha dinheiro para dar para o mensalão, para dar para o mensalinho, para dar para banqueiro, se ele não der dinheiro para salvar a Varig, ele vai cair junto com a Varig'', afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força.
''Não podemos aceitar que uma empresa brasileira seja destruída como está acontecendo com a Varig. Esse é o nosso alerta para que o governo possa salvar uma das empresas mais importantes do Brasil.'' Um grupo de funcionários, ex-funcionários e aposentados da Varig estava presente ao evento.

mockup