Festas juninas aquecem comércio
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de junho de 2003
Andréa Bordinhão<br> Reportagem Local 
Os comerciantes que vendem produtos relacionados às festas típicas de junho comemoram o aumento nas vendas impulsionado pelas prendas, fantasias, decoração e principalmente doces. Os campeões são os alimentos derivados do amendoim. Afinal, não há festa junina sem paçoca, pé-de-moleque, amendoim torrado...
''Mesmo com a alta do amendoim, as vendas de doces já subiu cerca de 30%'', aponta Elias Francisco, sócio-gerente de uma distribuidora de doces no centro de Londrina. Apesar deste número não ser tão bom quanto o do ano passado, que foi de 40%, as previsões e contas dos varejistas são otimistas. O movimento nas lojas está aumentando e as vendas estão aquecidas. O amendoim não está sozinho na preferência dos consumidores. Doces de abóbora e pipoca também são muito procurados.
O movimento nas distribuidoras de doces cresce bastante nessa época porque muitas pessoas fazem festas particulares. Contudo, segundo o gerente da loja Empório do Doce, Armando Pelisser, o que faz volume nas vendas são mesmo as empresas, igrejas, escolas e creches. ''As empresas são as que mais compram produtos em grande quantidade, pois elas distribuem entre os funcionários'', conta.
A decoradora de festas infantis Célia Moreira Betio é um exemplo entre as pessoas que consomem mais doces nos meses de junho e julho. Ela diz que além do consumo para as festas típicas, muita gente que faz aniversário nesses meses opta por fazer comemorações temáticas. ''Este ano aumentou bastante o número de pedidos'' afirma. Mas, mesmo assim, ela ressalta que já deu para sentir um aumento no preço dos produtos em relação ao ano passado.
Além dos doces, as prendas (brindes distribuídos nas brincadeiras juninas) e as fantasias não podem faltar nas festas. E com isso são as lojas de 1,99 que saem no lucro. A proprietária da loja Made in Japan, Márcia Wong, diz que as pessoas não se interessam muito por fantasias, mas o chapéu de palha não pode faltar. ''Sempre vendemos muitos chapéus, já que a roupa é mais fácil de improvisar'', afirma. A venda de prendas também cresce. Mas o consumidor está economizando: o preço dos brindes não está passando dos R$ 3, segundo Márcia.
O diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Brasílio Fonseca, aifrma que as melhores expectativas de vendas este ano estão mesmo nas lojas de 1,99. Nesses estabelicimentos os preços são atrativos e muitos costumam comercializar todos os produtos consumidos nesta época, desde doces até brindes.


