Festas aquecem comércio de roupas sociais
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quinta-feira, 02 de dezembro de 2004
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Final de ano é tradicionalmente o período das festas: Natal, Ano Novo, formaturas e casamentos. Época em que as pessoas estão mais animadas e dispostas a gastar dinheiro, principalmente por conta da entrada do 13º salário que deixa o bolso mais cheio. Quem acha ótima essa movimentação são as lojas que trabalham com trajes para festas. Os aluguéis de roupas chegam a ser quatro vezes maior nesse período, e a venda de trajes sociais novos aumenta em mais de 30%, conforme comerciantes do segmento consultados pela reportagem.
Para a gerente da Maisa Confecção, Aline Cristina Rodrigues, os meses de novembro, dezembro e janeiro são, sem dúvida, os melhores do ano. A loja, que trabalha com aluguel e confecção de roupas para casamentos e formaturas, chega a alugar 50 trajes por final de semana, a preços que ficam entre R$ 25 e R$ 120. ''Essa quantidade é quase quatro vezes mais do que alugamos em outras épocas do ano'', afirmou a gerente.
Ela diz que os clientes preferem alugar uma roupa do que mandar confeccionar, pois sai bem mais barato. Um vestido novo, por exemplo, sai em média R$ 150, dependendo do tecido e da quantidade de bordado. ''As pessoas preferem mandar fazer o vestido porque geralmente têm um modelo diferente na cabeça. Mas a maioria da clientela não acha vantajoso comprar uma roupa nova''.
A proprietária da Di-Meranca Modas, Rosângela Sitta, confirma que a procura por trajes de aluguel é muito maior. O que os clientes levam em consideração, na opinião dela, é o preço e a utilidade da roupa. ''Às vezes paga-se até R$ 1 mil em um vestido, e por R$ 100 consegue alugar um tão bonito quanto. Sem contar que muitas vezes a pessoa usa a roupa apenas uma vez e depois deixa encostada no guarda-roupa. Daí não vale a pena gastar tanto dinheiro'', disse. O aluguel das peças sociais femininas começam em R$ 40 e chegam a R$ 140, informou Rosângela, que durante esse período do ano aluga em média 150 peças por mês.
Mas, na contramão do aluguel, há sempre as pessoas que preferem vestir uma roupa nova e exclusiva. E são esses clientes que aquecem a venda de trajes novos em até 40%. A proprietária da loja Maria Bacana, Edna Brunetti, tem a expectativa de vender 500 vestidos de novembro até fevereiro, totalizando um aumento de 30% em relação a outros períodos do ano. ''As clientes estão preferindo os trajes com bastante bordado e tecidos mais finos'', avaliou. ''Elas não se importam em gastar um pouquinho a mais e por isso preferem comprar um vestido pois terão uma peça a mais no guarda-roupa'', apontou. Na loja, as clientes podem encontrar vestidos com preços de R$ 90 a R$ 290.
Para Esperanza Pelayo Strini, proprietária da Esperanza Moda Feminina, as mulheres dão prioridade a um vestido exclusivo, mesmo que vá pesar um pouco mais no bolso. ''A maioria das clientes que nos procuram quer um modelo só delas. Muitas vezes trazem até revistas pra gente ter uma idéia do que elas querem'', contou Esperanza.
Ela ressaltou que no período de setembro até fevereiro, a loja chega a ter um movimento 100% maior, e o alvo são as formandas. Esperanza trabalha com vestidos prontos, segundo ela diferentes e personalizados, e também com confecção sob medida. Os vestidos podem variar de R$ 380 a R$ 1.400.


