Depois de conviver durante 30 anos com a ferrugem, o cafeicultor brasileiro já dispõe de tecnologia para reduzir a incidência da doença em suas lavouras. Esta foi a conclusão a que chegaram ontem , os participantes do Seminário 30 Anos de Convivência com a Ferrugem, realizado durante o 26º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, em Marília (SP).
Segundo os participantes do seminário, existem novas tecnologias de combate à doença, permitindo o controle via solo, folhas ou tronco. Há também variedades resistentes que podem substituir lavouras infectadas.
O agrônomo José Braz Matiello, do Procafé, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, lembrou o surgimento da doença, em 1970, em lavouras da Bahia. Três anos depois a ferrugem havia se alastrado por todos os Estados produtores. Na época, foram feitas várias tentativas para tentar eliminar a doença, inclusive de erradicação de lavouras .
Hoje, segundo ele, o cafeicultor brasileiro aprendeu a conviver com a ferrugem e, para isso, conta com avanços tecnológicos que incluem variedades resistentes. Uma das novidades é a aplicação de inseticidas via tronco, processo ainda em desenvolvimento e que depende do aprimoramento tanto de inseticidas de baixa dosagem quanto de máquinas para sua aplicação.
Na verdade, ferrugem se combate também através de controle preventivo: adubando bem a planta, fazendo manejo adequado e cuidando melhor do solo, coisa que grande parte dos cafeicultores ainda não faz.

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