A ferrugem da soja está presente no Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, confirmou ontem a Embrpa. A doença pode ser confundida com diversas outras doenças foliares, menos importantes. Pesquisadores estão preocupados com a disseminação da ferrugem da soja, que na safra 2001/2002 atinge grande área produtora. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença provoca minúsculas lesões nas folhas, que interferem no funcionamento dos tecidos, provocando a queda prematura das folhas. ‘‘Apesar de não termos um levantamento definitivo, de acordo com os produtores de Goiás, houve uma redução de cerca de 10% no rendimento da soja na região. ‘‘Em casos drásticos, as perdas atingiram 50%’’, afirma o pesquisador, José Tadashi Yorinori, da Embrapa Soja.
Segundo ele, essa espécie de ferrugem da soja, originária da China, é facilmente disseminada pelo vento. Primeiro, ela expandiu-se para a Ásia e Oceania e há quatro anos a doença atingiu o Sul da África. Só nessa safra a doença foi detectada no Brasil. ‘‘Agora essa nova espécie de ferrugem, chamada de asiática, é uma grande preocupação, porque cerca de 60 espécies de leguminosas, como o feijão, a soja e o guandu, podem ser atingidas por ela’’, diz o pesquisador.
Na década de 80, a ferrugem da soja, que ocorria nas regiões altas dos Cerrados até o Sul do Paraná era causada pelo fungo Phakopsora meibomiae, uma espécie americana, que raramente provocava danos econômicos.
No Zimbabue (Sul da África), a ferrugem asiática (P. pachyrhizi) mostra-se adaptada a uma ampla variação de condições climáticas, o que provoca perdas de rendimento entre 50% e 75%. ‘‘O programa de melhoramento visando o controle da doença através da resistência genética ainda não desenvolveu cultivar resistente’’.

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