Ferrovias e rodovias são problema no Paraná
O economista Nilson Hanke Camargo, da Faep, afirma que o Paraná tem melhores condições de infraestrutura do que o restante do País, mas perde de longe quando comparado a países desenvolvidos ou até mesmo à vizinha Argentina. "As rodovias têm qualidade de asfalto razoável, apesar dos remendos, mas o problema é o custo do pedágio e a falta de duplicação. E as ferrovias são um problema nacional, porque nunca se investiu na malha", diz. Para ele, a expectativa é que, com a troca da empresa responsável pelas ferrovias no Estado, alguns ramais sejam estendidos.
Para o presidente da Setcepar, Gilberto Cantú, os altos pedágios no Estado são um entrave ao pleno desenvolvimento do agronegócio. "A relação entre custo e benefício é muito ruim, porque pagamos caro no pedágio e só temos o mato cortado e a sinalização, mas nada de obras", conta.
Mesmo como executivo de um sindicato de cargas rodoviárias, Cantú diz que é necessário investir em ferrovias. "É um complemento para o transporte de longas distâncias. Até o transporte aéreo de cargas poderia ser útil em alguns casos, mas falta investimentos", diz.
Sobre portos e aeroportos no Estado, ambos se mostram satisfeitos. "Precisamos somente de mais aeroportos em pontos estratégicos do Estado, como a região de Pato Branco", diz Camargo. (F.G.)





