Ferrovias do PR estão entre as mais criticadas
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Fábio Galão <br> <br> Reportagem Local 
Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), cujos resultados foram divulgados ontem, mostra que as ferrovias do Paraná estão entre as mais criticadas por usuários do modal. A entidade coletou opiniões de clientes dos 13 corredores ferroviários mais importantes do Brasil. Dois deles atravessam o território paranaense.
O corredor Paranaguá - que liga Maringá, Londrina e Guarapuava ao Porto de Paranaguá - foi o quinto em reclamações do alto custo de frete (apontado como entrave por 53,8% dos entrevistados) e o segundo em queixas sobre a baixa disponibilidade de vagões específicos aos produtos (também 53,8%).
Já o corredor São Francisco do Sul - que parte de Maringá e Londrina até o litoral catarinense - foi o primeiro nas reclamações relativas ao nível de segurança (55,6%) e às condições de armazenagem das cargas (44,4%), e o segundo em críticas à confiabilidade dos prazos (dificuldade mencionada por 55,6% dos entrevistados) dentre os trechos pesquisados.
Os dois corredores são operados pela América Latina Logística (ALL) e, conforme a pesquisa, os entraves mencionados estariam prejudicando a empresa. Segundo a CNT, 46,2% dos usuários do corredor Paranaguá e 44,4% dos que usam o São Francisco do Sul consideram que a imagem da concessionária piorou nos últimos anos, desempenho inferior apenas ao das empresas que operam o corredor São Luís (50%), entre Pará, Tocantins e Maranhão.
A pesquisa da CNT teve o objetivo de analisar a situação do setor ferroviário no Brasil nos últimos anos e os principais problemas a serem solucionados. A Confederação descreve que as concessões assinadas na década de 1990 melhoraram substancialmente a condição da rede ferroviária brasileira. Os investimentos no modal em todo o País aumentaram de R$ 574 milhões entre 1996 e 97, quando ocorreram as primeiras concessões, para mais de R$ 3 bilhões somente no ano passado.
Entretanto, o aproveitamento do modal continua baixo. Segundo a CNT, há 3,5 quilômetros de ferrovias para cada mil quilômetros quadrados de área no território brasileiro, índice inferior ao de muitos países. Na Argentina, por exemplo, a proporção é de 13,3 quilômetros.
A Confederação pondera que seria necessário investir urgentemente mais de R$ 30 bilhões para resolver os gargalos logísticos e operacionais do modal, em 36 projetos diferentes. Entre esses, a CNT cita quatro no Paraná: a construção das variantes ferroviárias de Guarapuava e de Cascavel-Foz do Iguaçu, o contorno ferroviário de Curitiba e a duplicação do ramo entre a capital paranaense e Paranaguá.



