RIO - Com um ágio de 11,33% o governo privatizou ontem a concessão para a exploração da Estrada de Ferro Tereza Cristina, que pertencia à Rede Ferroviária Federal S.A. O preço mínimo da concessão era de R$ 16,625 milhões, mas ela terminou sendo arrematada por R$ 18,510 milhões, por um consórcio formado pelo Banco Interfinance, grupo MPE e o grupo Santa Lúcia Agroindústria e Comércio, que tem sede nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal.
A corretora Bozano, Simonsen operou para este consórcio, que durante meia hora disputou a concessão com a corretora Patente, operadora para o consórcio Nova Tereza Cristina, liderado pelo grupo Construbase. O ágio, o maior nos leilões de malhas da Rede já realizados, deixou eufóricos o ministro dos Transportes, Alcides Saldanha, e o presidente da Rede, Isaac Popoutchi, que acompanharam a disputa entre os operadores das duas corretoras, que elevavam o preço da ferrovia de R$ 10 mil em R$ 10 mil reais.
Saldanha e o vice-presidente e responsável pela área de desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econonômico e Social (BNDES), Joé Pio Borges, informaram que até o final do primeiro semestre do ano que vem toda a Rede estará com suas concessões privatizadas. ‘‘Não quero menosprezar ninguém, mas o meu Ministério é o que está privatizando mais rapidamente’’, disse Saldanha. No dia 4 vai a leilão a concessão da Ferroeste, que pertence ao governo do Paraná, mas que foi colocada no programa federal de privatizações a pedido do governo paraneanse.

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