Ferrovia não atende demanda
O transporte de cargas via ferrovia é feito hoje no Paraná pela América Latina Logística, que obteve a concessão das linhas da antiga rede federal no Sul do Brasil na década de 1990, e pela Ferroeste, administrada pelo governo do Paraná e que desenvolve planos de expansão além dos 248 quilômetros que hoje controla.
A iniciativa privada considera limitadas as opções paranaenses no sistema. Cerca de 60% do transporte da produção agrícola é feito por caminhões. A melhor opção seria a ferrovia, que não consegue atender a demanda. Ela tem sérios gargalos, sendo as principais a falta de vagões da concessionária e as limitações da malha ferroviária, descreve Nélson Costa, superintendente-adjunto da Ocepar.
Não vou discutir tarifas, mas o desempenho é razoável. Poderia ser melhor. Temos uma grande discussão na CNA, sobre as concessionárias, que fazem preços de ocasião. Elas são donos de um monopólio e o produtor é sempre a parte mais fraca na negociação, afirma Luiz Antônio Fayet, da CNA.
A respeito da Ferroeste, ele critica o foco dos planos de expansão da empresa. Poderia melhorar se fosse feita a ligação entre Guarapuava e Ipiranga (48 km a oeste de Ponta Grossa). Mas a Ferroeste preferiu outro trajeto, ligando Guarapuava até o chamado tronco Sul. Ligar Guarapuava até o porto (de Paranaguá) não gera uma condição competitiva. Não foi uma boa solução econô-mica, argumenta.
Hélio Bampi, vice-presidente da Fiep, acredita que as principais necessidades do transporte ferroviário atualmente no Paraná são fazer o contorno Oeste de Curitiba, para tirar a ferrovia da Região Central da cidade, e o trecho Guarapuava-Irati-Lapa. (F.G.)





