A maior obra do Paraná no estudo da Sobratema ainda não saiu do papel. Orçada em R$ 8,8 bilhões, a expansão da ferrovia Maracaju (MS)-Guarapuava-Paranaguá deve ser licitada no início de 2014, segundo o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo. "O Paraná precisa muito desta ferrovia, que será utilizada para exportação de commodities agrícolas e carne de frango", afirma. Cimento e combustível também são cargas possíveis para a nova ferrovia.
De acordo com Araújo, uma parte do trecho - de Cascavel a Guarapuava -, com 250 km, já existe, mas será totalmente readequada. "A bitola métrica será substituída pela larga", declara. Ele ressalta que, depois de iniciada, a obra, de 1.100 km no total, deverá ser executada em 60 meses.
A estrada de ferro terá um modelo de concessão diferente do atual. "No novo modelo, o vencedor será responsável pela construção e manutenção da ferrovia, mas será proibido de operá-la", descreve. Os trilhos ficarão disponíveis para várias operadoras e o governo acredita que, com concorrência, o transporte ferroviário ganhará mais eficiência e tarifas mais adequadas.
A segunda obra mais cara do Paraná até 2018 é a nova fábrica de papel e celulose da Klabin, em Ortigueira. O projeto Puma, como foi batizado, já teve início. Os investimentos serão de R$ 6,8 bilhões. A fábrica irá gerar 8,5 mil empregos diretos e indiretos na fase de construção, e 1,4 mil postos posteriormente. As informações são da Agência Estadual de Notícias (AEN). Alegando "período de silêncio" devido à proximidade de assembleia, a Klabin não concedeu entrevista. "É o maior investimento privado da história do Paraná. Com a implantação da Klabin garantimos o resgate econômico e social desta importante região do Paraná", afirmou o governador Beto Richa por meio da AEN.
Com orçamento de R$ 1,6 bilhão, a Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques (Sudoeste), é a terceira maior obra paranaense, de acordo com o levantamento da Sobratema. A assessoria da usina informou tratar-se de um obra construída e operada pela concessionária Geração Céu Azul, numa sociedade entre o Grupo Neoenergia e a Copel.
A Baixo Iguaçu, que deve entrar em operação em 2016, terá capacidade instalada de 350,2 MW (Megawatts), o suficiente para abastecer uma população de, aproximadamente, 1 milhão de pessoas.
Por último, com R$ 234 milhões, a Sobratema listou a obra no Estádio Arena da Baixada, em Curitiba, como uma das grandes obras do Paraná até 2018. O local será sede de jogos na Copa do Mundo no ano que vem. A assessoria da Arena diz que a diretoria não se pronuncia sobre os investimentos e não repassou informações à reportagem. (N.B.)

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