São Paulo - A porta de entrada para a exclusividade no mercado do luxo é estreita. No Brasil, apenas 8,5 mil famílias, um universo de aproximadamente 30 mil pessoas, por exemplo, têm renda superior a R$ 100 mil mensais, segundo levantamento da Escopo Geomarketing, com base em dados do IBGE. ''O que define a exclusividade de objetos de luxo é o preço, acessível apenas a meia dúzia de pessoas. Mas também é um mercado que pressupõe a tática do não saturação'', diz o consultor de varejo Alberto Serrentino, sócio-diretor da Gouvêa de Souza & MD. ''É um equilíbrio delicado entre a produção, venda e crescimento da empresa.''
Ele cita o exemplo da Ferrari, que vende sistematicamente menos do que a demanda. Mas a cada ano produz um pouco mais. No Brasil, foram emplacados no ano passado apenas 20 carros da Ferrari, 13 no Estado de São Paulo, de acordo com a Escopo. A Ferrari mais barata, um cupê esporte Modena (3.6), sai por US$ 330 mil. A de maior valor, a Maranello (5.7), alcança o valor de US$ 480 mil.
Na categoria extra-luxo, incluindo as marcas Ferrari, Jaguar, Lincoln, Maserati e Porsche, foram emplacados no País no ano passado apenas 260 veículos, sendo 58 no Estado de São Paulo.

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