Curitiba - Um novo sistema de detecção de hackers foi apresentado anteontem em Curitiba pela Enterasys Networks, uma multinacional da área de informática. Atualmente, os detectores mais utilizados protegem as empresas contra ataques externos (Firewall), mas o diferencial do Dragon - IDS (Intrusion Detector System) é bloquear invasões internas. Uma pesquisa americana feita recentemente indicou que 76% dos ataques de hackers vêm de dentro das próprias empresas, por funcionários insatisfeitos, usuários que inserem vírus por acidente no sistema ou para espionagem industrial.
Na terça-feira, o mesmo evento foi realizado em Londrina. Os encontros, dirigidos a gerentes de tecnologia e informática, tiveram demonstrações em tempo real de como reduzir custos de comunicação nas empresas e diminuir drasticamente o risco de ataque às redes. Os participantes acompanharam uma simulação de ataque de um hacker e a defesa em uma rede corporativa. Segundo o diretor de operações da Enterasys no Brasil, Marcos Corrêa, o investimento no sistema para uma pequena empresa vai depender do volume de tráfego e tamanho da rede, mas o custo desse sistema de software se inicia em US$ 5 mil.
''Uma pequena empresa pode ter um conteúdo muito valioso em sua rede'', explica. Estimativas da revista americana Computing Economies apontam para um prejuízo de US$ 47 bilhões pela ação de hackers nos sistemas de empresas americanas entre 1999 e 2001. De acordo com Corrêa, este ano o prejuízo não chega a US$ 2 bilhões. ''Essa queda se deve à conscientização das empresas sobre a necessidade de se proteger'', disse.
Corrêa também falou sobre a legislação eletrônica que ainda está começando no Brasil, mas nos Estados Unidos está bem avançada. Lá, as penas por ataques podem chegar até a 10 anos de prisão. Em alguns países, em caso de espionagem industrial, a lei prevê até prisão perpétua. Ele disse que, no Brasil, existe o certificado digital, do governo federal, que é uma chancela de garantia de acesso a rede, mas ainda está em processo de regulamentação. (Colaborou Erika Zanon, de Londrina)

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