São Paulo - Com 370 expositores, entre eles 12 montadoras de caminhões, teve início ontem em São Paulo o 19º Salão Internacional do Transporte (Fenatran). Iniciativa da NTC&Logística - entidade que representa as maiores transportadoras do Brasil - e da Anfavea - associação da montadoras de veículo -, a feira mostra que o País, apesar do desaquecimento econômico, segue firme como segundo mercado mundial de caminhões (depois dos Estados Unidos) e o maior para as marcas europeias Scania, Mercedes-Benz e Volvo. Estima-se que, neste ano, com crescimento de 10% sobre 2012, serão vendidas cerca de 154 mil unidades.
De acordo com o presidente mundial da alemã Mercedes-Benz, Stefan Buchner, a marca deve vender 30 mil caminhões no Brasil, 21 mil na Alemanha, 13 mil na Turquia, 6 mil na França e 4 mil na Argentina. "Um a cada quatro caminhões da Mercedes é produzido no Brasil", salienta. Segundo ele, a montadora vai investir R$ 1 bilhão em veículos comerciais no País até 2015.
Para os amantes de caminhões, a estrela da feira, guardada em segredo até o último domingo, foi o caminhão mais potente do mundo, destinado ao mercado de cargas indivisíveis e extrapesados. A Volvo passa a importar o modelo F16, com 750 cavalos de potência e capacidade para até 250 toneladas de carga, ao custo de R$ 1 milhão cada.
Mas os destaques da Fenatran não se resumem aos brutos extrapesados. Veículos comerciais médios e leves e implementos rodoviários também fazem sucesso entre os visitantes. A Renault, por exemplo, entregou a chave do seu primeiro furgão Kangoo elétrico do País. A empresa de transportes expressos FedEx encomendou seis unidades. "A Renault tem forte atuação no segmento de comerciais leves. Na Europa, por exemplo, somos líder em vendas há 15 anos. Aqui no País temos ampla gama para atender o segmento e oferecemos o Kangoo Z.E. com zero emissão de poluentes", disse Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil.
A Noma, fabricante de implementos rodoviários com sede em Maringá, foi um dos destaques do primeiro dia da Fenatran. A indústria, que atualmente constrói sua segunda planta, em Tatuí (SP), apresentou ao mercado uma carroceria para carga seca 100% fabricada em alumínio. A empresa vem investindo neste material com o objetivo de reduzir o peso do implemento e permitir ao transportador levar mais carga.
Ela foi fabricada a partir de um projeto da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). "A carroceria demonstra claramente ganhos de produtividade. Ela pesa uma tonelada a menos (que a de aço), ou seja, é uma kombi menos pesada", explica o presidente da Noma, Marcos Noma.
Ele conta que, assim que a planta de Tatuí ficar pronta, a Noma poderá dobrar sua capacidade produtiva, que hoje é de 7.600 implementos por ano. E calcula que a participação da marca no País passará dos atuais 10% para 15%. Isso porque o mercado brasileiro de implemento está em constante crescimento e todas as fábricas vão aumentar sua produção.

O repórter viajou a convite do evento.

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