Arquivo FolhaSetor em expansãoJoão Elísio Ferraz de Campos foi reeleito para a presidência da Fenaseg pela terceira vezO presidente da Federação Nacional de Seguradoras (Fenaseg), João Elísio Ferraz de Campos, pretende trabalhar para reduzir a interferência do governo no setor, durante seu terceiro mandato à frente da entidade. As quebras dos monopólios no resseguro e nos seguros contra acidentes de trabalho são as principais metas da gestão. Campos também quer mudanças no Seguro por Danos Pessoais em Veículos Automotores (Depevat), que segundo ele só desgasta o setor.
O Depevat arrecadou R$ 1,1 bilhões em 97, mas segundo o presidente da Fenaseg, dá pouco retorno para as seguradoras e também oferece um valor muito baixo aos segurados, pagando R$ 5 mil por morte em acidentes de trânsito. Dos R$ 50,00 pagos pelo contribuinte por veículo, metade fica com a seguradora e a outra metade vai para o SUS. ‘‘Isso é um absurdo, precisamos melhorar este seguro’’, diz Campos.
A quebra do monopólio do resseguro é outro ponto que vem sendo reivindicado pelas empresas. Atualmente, quando uma seguradora fecha um contrato de alto valor é obrigada a fazer o resseguro da operação no Instituto Brasileiro de Resseguro. ‘‘A Argentina tinha um modelo parecido. O instituto deles quebrou e levou as seguradoras junto. Queremos ter mais opções’’, explica. O presidente da Fenaseg diz ainda que o pacote de medidas lançado pelo governo durante a crise asiática já previa a privatização do Instituto e isso deve acontecer até o início do ano que vem.
A reforma da Previdência também prevê a participação da iniciativa privada na área de seguros contra acidentes de trabalho, atualmente monopólio do governo. As empresas são obrigadas a recolher o imposto para cada funcionário junto ao INSS. Mas para Campos esta é uma questão que deve demorar mais para ser solucionada, pois depende da regulamentação da lei.
João Elísio Ferraz de Campos assumiu a presidência da Fenaseg pela primeira vez em 92, quando o setor faturava cerca de R$ 5 bilhões anuais. No ano passado atingiu o faturamento de R$ 18 bilhões, crescendo 15% em relação ao ano anterior. A projeção de crescimento este ano é de 10%.

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