Fenan estima vendas de R$ 30 mi
Vânia Casado
De Curitiba
Os empresários que estão participando da Fenan 2.000 (Feira Internacional de Máquinas para Madeira), em Curitiba, estão entusiasmados com as expectativas de boas vendas. O aumento das exportações de madeira, entre 40% e 50%, registrado após a desvalorização cambial está impulsionando os investimentos em equipamentos e máquinas que aumentam a produtividade do setor madeireiro, disse o empresário Elvir Cristóvam Primo, diretor comercial da Indústria Langer, fabricante de máquinas para serrarias.
Passado o impacto da desvalorização cambial, que acabou com a retração do mercado de madeiras, as vendas de equipamentos da Langer aumentaram 60%. Além do aumento das exportações, as vendas de máquinas para o mercado interno se mantém elevadas, sendo que a empresa vem trabalhando com pedidos para 120 dias em carteira. Isso não acontecia há muito tempo, destacou Primo. A Langer se destaca como fabricante de equipamentos para serraria de alta produção, tendo como principais clientes as madeireiras do Norte do País e de outros países exportadores da América Latina.
A Langer vem se especilizando na fabricação de bitolas eletrônicas, um equipamento que permite alta velocidade e padrão no corte da madeira, característica exigida pelos madeireiros exportadores.
Segundo Primo, a exigência de qualidade é reflexo da modernização do setor madeireiro.
A projeção da Diretriz Empreendimentos, organizadora da Fenan, prevê vendas no valor de R$ 30 milhões e visitas de 20 mil empresários até sábado, quando deverá ser encerrada. A Fenan está sendo realizada no Pavilhão de Exposições do Parque Barigui, em Curitiba.
Outra empresa de equipamentos animada com a recuperação do setor madeireiro é a Indústria e Comércio de Máquinas Águia, de São José dos Pinhais. Especializada na fabricação de máquinas que fazem cabos de vassoura, a Águia foi procurada por clientes da Venezuela, durante a Fenan.
Já o empresário Afranio Andrade, diretor da Omeco, estava mais cauteloso em relação ao mercado. Ele teme que a euforia provoque uma superoferta de madeira tanto no mercado externo como no mercado interno, que pode provocar uma saturação.





