Curitiba - O crescimento de 37,16% nas vendas totais de veículos no Paraná em março em comparação ao mês de fevereiro já é encarado pelos revendedores de veículos como um primeiro sinal de que o setor deve voltar a crescer este ano. Ao contrário dos resultados apresentados em 2003, quando até as vendas de veículos leves chegou a cair 1,4% no ano, a expectativa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) é de crescimento geral em 2004. A Fenabrave aposta em crescimento de 4% no mercado de veículos leves, 9% na venda de caminhões, 10% de motocicletas e 4% de máquinas agrícolas.
Para isso, a principal tendência de mercado que a Fenabrave apresentou ontem no Encontro Regional de Concessionárias, em Curitiba, é a pulverização. ''Nosso foco, hoje, também chamadas de ferramentas de gestão, é para que as empresas se abram para trabalhar também com a venda de carros usados, com peças e serviços adequados ao consumidor'', afirmou o presidente da Fenabrave, Hugo Maia, pouco antes da abertura do encontro, que contou com a presença de diretores, gerentes e funcionários de revendas localizadas em cidades dos estados do Paraná e Santa Catarina.
Em defesa da venda de carros usados, ele cita as estatísticas. No Brasil, em média para cada carro novo vendido são comercializados 4,6 carros usados. O índice aumenta na Região Sul, onde os veículos usados são mais conservados, com a proporção de um novo a cada seis usados. Segundo ele, é necessário também que as concessionárias passem se a tornar mais competitivas em relação ao resto do mercado, ou seja, que mantenham o padrão de qualidade, que é reconhecido, mas ofereçam serviços a melhores preços e maior agilidade. Um facilitador, cita ele, é o ''fim da peça original'', feita apenas por um fabricante, e que veio baratear o produto.
A Região Sul e em especial o Paraná se destacaram também no ano de 2003. Em geral, o mercado de motocicletas foi o que teve maior crescimento (14,89%) no ano. Já os caminhões tiveram um acréscimo de 6,98% nas vendas em relação a 2002, tendo como carros-chefe nas comercializações as distribuidoras do Sul.
''E em 2004 vai crescer mais em função da produção agrícola que exige mercado rodoviário'', disse. O Brasil, de acordo com ele, é hoje o quinto produtor de caminhões do mundo.

mockup