As expectativas de crescimento estipuladas pela Fenabrave para 2013 estão diretamente alinhadas com a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do País este ano. Foi o que salientou o presidente da entidade, Flávio Meneghetti, em entrevista à FOLHA. Nas vendas globais – carros, motos e caminhões – a expectativa de crescimento é de 2,82%. Para o presidente da entidade, a ação de retorno gradual do IPI a partir de janeiro também foi uma medida inteligente realizada pelo governo. "Assim, os consumidores têm mais tempo para comprar seus veículos, uma vez que no início do ano, há uma queda natural nos emplacamentos em função dos compromissos financeiros assumidos pela população, além de feriados, que impactam no menor número de dias úteis para a venda de veículos", analisou.
Em relação ao ano passado, Meneghetti voltou a bater na tecla da importância da atuação do governo para diminuir o IPI à partir de maio. "A redução do IPI foi fundamental para o crescimento destes segmentos. Esperávamos ampliar 4,8% ante 2011, e o resultado de 6,1% (para automóveis) mostrou que o trabalho conjunto entre governo, todas as lideranças do setor automotivo e financeiro trouxeram benefícios ao mercado e à economia nacional."
Para os números ruins relacionados a caminhões, ele lembrou que o mercado sofreu com a antecipação de consumo dos modelos EURO 3 registrada no final de 2011, com problemas de abastecimento do combustível Arla 32 no início de 2012, além da retração da economia e problemas pontuais na agricultura, que acabaram refletindo no setor.
No caso das motos, o presidente da Fenabrave também falou da situação que envolve a falta de crédito para os consumidores. "Antes, os financiamentos estavam sendo de 100% em 60 vezes, mas a inadimplência acabou aumentando. Para evitar este problema, as financeiras e os bancos começaram a pedir entrada no momento da compra, o que acabou retraindo a comercialização de motos."

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