Fenaban retoma hoje as negociações com grevistas
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segunda-feira, 20 de setembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A greve nacional dos bancários atingiu ontem seu sexto dia e levou os representantes dos bancos a reabrir negociações. Segundo a Confederação Nacional dos Bancários, 200 mil trabalhadores já aderiram à paralisação em 18 Estados e o movimento deve ganhar força com a realização de assembléias em mais 6 Estados. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) agendou para hoje às 15 horas, em São Paulo, uma nova rodada de negociações sobre o reajuste salarial da categoria, que tem data-base em 1º de setembro.
A proposta dos bancos, rejeitada, previa reajuste de 8,5% mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Previa, ainda, prêmio de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) de 80% do valor do salário mais R$ 705 e pagamento de vale-alimentação extra de R$ 217.
Os bancários reivindicam reajuste de 25% e PLR de um salário mais R$ 1.200, entre outros pedidos. De acordo com a Fenaban, no entanto, o encontro não significa que os bancos estejam dispostos a modificar sua proposta.
Ao mesmo tempo em que as negociações eram retomadas, o Ministério Público do Trabalho ingressou com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2 Região (São Paulo) pedindo o julgamento da greve.
No Rio de Janeiro, a greve chegou à Justiça comum e o Bradesco conseguiu reabrir agências por força de uma liminar. Segundo o Sindicato dos Bancários do Rio, Banco do Brasil e Safra também obtiveram liminares, mas optaram por não reabrir as agências. ''Os banqueiros estão indo à Justiça Cível, passando por cima da Justiça do Trabalho e dizendo que os bancários estão prejudicando suas operações'', reclamou o presidente do sindicato, Vinícius Assunção.
O Sindicato dos Bancários do Rio acusa os bancos de pressionar funcionários para que compareçam ao trabalho, ao ameaçar com demissão aqueles que aderirem à greve.


