Curitiba - A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ontem ao Comando Nacional dos Bancários uma nova proposta que eleva para 7,5% o índice de reajuste dos trabalhadores, para 8,5% o aumento do piso salarial e dos auxílios refeição e alimentação e para 10% a parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta anterior oferecia 6% de reajuste salarial e os bancários reivindicam 10,25%.
A reportagem procurou o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias, para comentar o assunto, mas não obteve retorno das ligações. Dias participou da reunião com a Fenaban ontem em São Paulo. Hoje, a categoria faz uma assembleia na Capital para avaliar a proposta apresentada pelos bancos.
Ontem, a greve arrefeceu um pouco em Curitiba já que dois bancos conseguiram interditos proibitórios na Justiça. Este recurso não permite que os grevistas impeçam a entrada de clientes e funcionários nas agências. Em resposta, o Sindicato dos Bancários ingressou com um mandado de segurança na Justiça pedindo a anulação do interdito do HSBC. O Itaú também conseguiu o interdito, mas o sindicato não vai entrar com medida judicial já que, neste caso, a Justiça permitiu o direito de greve.
Ontem, em Curitiba, eram 338 agências fechadas, uma a mais que segunda-feira. Agora a greve atinge novos bairros como Juvevê, Xaxim, Boqueirão e Tarumã, além da Área Central da cidade. Com as agências e os quatro centros administrativos do HSBC em funcionamento, o número de bancários em greve é de 10 mil. Ainda há nove centros administrativos fechados de outros bancos e todas as agências da Caixa e do Banco do Brasil estão sem funcionar na Capital.
No Paraná, ontem 658 agências estavam fechadas contra 636 na segunda-feira. Ao todo, ontem eram 14,5 mil bancários parados no Estado. Em Londrina eram 92 agências fechadas ontem. No interior, a greve ainda atingia Apucarana (24 agências), Arapoti (33), Campo Mourão (23), Cornélio Procópio (33), Guarapuava (23), Paranavaí (37) e Umuarama (55).

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