Curitiba – A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) decidiu intervir no impasse entre os funcionários e a direção do HSBC. Porém as negociações feitas em São Paulo ontem foram frustadas e novo encontro está marcado para segunda-feira. Os trabalhadores, que reclamam o pagamento da Participação em Lucros e Resultados (PLR), fecharam várias agências em todo o País desde terça-feira, e na quarta-feira houve confronto de sindicalistas com a polícia em Curitiba, o que culminou com a detenção de cinco diretores do Sindicato dos Bancários da cidade.
A Fenaban esteve reunida ontem em São Paulo com a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), o sindicato dos bancários de São Paulo e o presidente da Federação dos Bancários do Paraná (Fetec), mas as negociações foram frustadas. O coordenador de negociação da Fenaban, Magnus Apostolicus, ouviu as reivindicações dos sindicalistas e disse que precisava conversar com a direção do HSBC antes de propor um acordo, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, José Daniel Farias.
‘‘Nós vamos continuar as paralisações, se não for feito acordo, independente da repressão policial’’, afirmou Farias. Ele foi uma das cinco pessoas detidas na quarta-feira. O HSBC obteve na terça-feira um interdito proibitório, que proíbe a entidade de promover paralisações e manifestações nas agências bancárias. Segundo Farias, o banco não efetuou o pagamento da segunda parcela da PLR. O banco alega que o lucro obtido, de R$ 80 milhões em 2001, não foi o esperado, e por isso a primeira parcela do PLR paga em setembro contemplou todo o valor a ser pago.

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