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Londrina

Economia

m de leitura Atualizado em 28/07/2022, 22:55

Feiras de artesanato ganham espaço na programação cultural

Entre as opções está a Feira Quadra Sul, que vai reunir 80 expositores neste sábado (30), movimentando a economia criativa em Londrina

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de julho de 2022

Layse Barnabé Moraes - Especial para a FOLHA
AUTOR autor do artigo

Foto: Divulgação
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O intenso retorno dos eventos presenciais neste ano tem criado um cenário efervescente para feiras de artesanato e produtos locais, já que estamos sedentos pelo contato com outras pessoas, que ficou por muito tempo impedido por conta da pandemia.

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Eventos do tipo estão cada vez mais presentes na programação cultural de Londrina. Há várias opções ocupando a cidade em diversos dias e regiões, como a Feira Madá, Okupa, Criou, Arte na Praça, Feira do Limoeiro, entre outras. Uma delas, a Quadra Sul, acontece neste sábado (30), na Av. Inglaterra, organizada pelo arquiteto Wagner Donadio: “Gosto de saber quem fez, porque fez. Fazer o evento foi uma forma de dar espaço a pessoas interessantes que produzem coisas incríveis”, explica ele.

As feiras também acabam sendo uma saída para driblar a crise que assola o país: “Na pandemia, as pessoas ficaram sem emprego e muitas buscaram no feito à mão o sustento da família”, diz Wagner. Roberta Zulin, diretora de turismo do CODEL (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), reforça que as feiras vieram para ficar no calendário de eventos do município, trazendo pessoas de cidades vizinhas como expositores e também como turistas. “Apoiamos sempre esse tipo de iniciativa, que desenvolve o lazer, traz atração turística para a cidade e movimenta a economia local”, completa ela.

Isabela Cunha, programadora da Vila Cultural Canto do Marl e do Feirão da Resistência, destaca que hoje temos muito mais feiras de artesanato do que antes, mas há todo um passado que nos trouxe até esse momento frutífero: “Não podemos esquecer do movimento do calçadão, com a feira de artesãos, além das feiras de rua. Isso já acontece na cidade há tempos e, a partir da Feira Madá [que existe há sete anos] e de feiras que acontecem paralelamente a outros eventos, como o Quizomba e o Festival Demo Sul, foi-se abrindo um caminho, que vai ao encontro de um público interessado em consumir direto de quem faz”.

Para Wagner Donadio, essas feiras são a resposta para dois desejos: o público quer saber de quem está comprando e os expositores desejam criar relações e saber para quem estão vendendo, aumentando o potencial criativo que nasce da mistura e do diálogo: “As feiras vieram preencher a lacuna e juntar pessoas. Um movimento de tête-à-tête, de conversa”.

A mistura, aliás, dá o tom da Feira Quadra Sul. Quem visitar o evento pode esperar uma miscelânea de opções: sabonetes, óleos essenciais, mandalas, crochês, itens de vestuário, plantas, terrários, bijuterias, semijoias, decoração e também opções gastronômicas artesanais, como biscoitos, tortas, brigadeiros, pães, embutidos, temperos e muito mais. “A ideia é fazer o evento mensalmente, sempre no último sábado do mês. É um passeio muito agradável, que oferece estrutura e acomoda bem expositores e visitantes”, acrescenta Wagner.

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Empreendedorismo feminino

O espírito coletivo das feiras propicia parcerias e muita troca de figurinhas entre expositores, fazendo girar a economia criativa envolta em muito afeto, principalmente entre as mulheres. O organizador da Feira Quadra Sul ressalta que elas representam quase 90% dos 80 expositores, destacando o protagonismo feminino nesse segmento. Uma das artesãs é Heloise Manzano, que se iniciou na arte dos mosaicos durante a pandemia e transformou o hobby em profissão. “Comecei a participar de feiras em abril deste ano. Hoje já tenho várias encomendas e aprimorei muito meu trabalho”, conta. Para ela, esse tipo de evento traz proximidade entre artesãs e muito companheirismo e aprendizado: “É uma troca grande, além do retorno financeiro. Assim como eu, muitas mulheres vivem disso”.

Mirian Yagui, outra expositora, aproximou-se dos trabalhos manuais há três anos, por conta de uma depressão. O que começou como terapia, tornou-se ofício. Hoje ela se dedica às mandalas, utilizando principalmente a técnica do pontilhismo. “As feiras são uma oportunidade de divulgar o meu trabalho e trocar ideia com outros expositores, amigos e clientes. O artesanato mudou a minha vida”.

Serviço: Feira Quadra Sul (2ª edição)

Quando: 30 de julho, das 9h às 15h30

Onde: Av. Inglaterra, 385 (Quadra Sul Shopping)

Entrada Gratuita

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