Feirão de imóveis foca em programa do governo
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
Renato Oliveira <br> <br> Reportagem Local 
Nesse último final de semana, o corredor do Shopping Com-Tour recebeu o primeiro Feirão de Imóveis de 2011 do programa Minha Casa, Minha Vida. Duas imobiliárias responsáveis pela comercialização dos empreendimentos ficaram de plantão para fechar negócios e tirar dúvidas de interessados em adquirir o primeiro imóvel subsidiado pelo programa habitacional do governo federal.
Quem aproveitou para consultar as condições como prazos e valores dos financiamentos foi o vendedor Cláudio Ferreira, de 39 anos. Acompanhado da namorada, ele pretende adquirir uma unidade entre Londrina e Cambé, meio termo entre a residência da família de ambos.
Depois de muito ouvir falar do programa, Ferreira resolveu conferir de perto as reais possiblidades de se comprar um imóvel. ''É um compromisso sério. São 300 meses e tem que estudar para ver se cabe no orçamento. Mas o fato de serem prestações fixas e decrescentes me deixou animado'', disse.
Mas o detalhe que faz o vendedor pensar duas vezes antes de assinar o contrato é a possibilidade de enfrentar um período de desemprego. ''Esse é o maior receio. Antes, tinha medo das condições do contrato. Mas como é tudo pré-fixado dá mais segurança'', acredita. ''Como o imóvel sempre se valoriza, pode ser um bom investimento'', completa.
Para o coordenador da CRV Lançamentos, Leandro Maikuma, o Feirão tem objetivo de reaquecer as vendas do mercado. Entre os meses de novembro e janeiro, a imobiliária vendeu 116 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida.
''Resolvemos investir nos Feirões, que é muito comum em concessionárias de veículos, para alavancar vendas principalmente no final de mês. Com a redução dos gastos com outdoors (devido à Lei Cidade Limpa), esse valor deverá ser revertido para mais ações desse tipo no decorrer do ano'', comenta ele, cuja imobiliária fechou 12 contratos no final de semana.
Para Otávio Basílio, gerente da Canezin Imóveis, que também comercializa unidades do Minha Casa Minha Vida, o mercado esteve aquecido até dia 20 de dezembro. ''Depois esfriou por conta das férias'', resume ele, que comercializou cerca de 80 imóveis até o final do ano passado. O valor dos apartamentos varia entre R$ 79 mil e R$ 115 mil.
Segundo Leandro Maikuma, o prazo de entrega dos imóveis localizados na região da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e do Hospital Universitário (HU) é de até dois anos. ''Muitos potenciais compradores se enquadram, mas não sabem que têm condições de comprar. Quem deixar para depois tende a pagar mais caro'', argumenta.
O coordenador cita como exemplo o Minha Casa, Minha Vida 2 que oferecerá unidades imobiliárias com valores iniciais mais altos. ''O limite mínimo vai subir para R$ 100 mil. Isso tende a inflacionar o mercado e quem já comprou tem chances de ter o imóvel valorizado num espaço curto de tempo. Quem deixar para depois poderá pagar mais caro'', alerta.


