Feirão da construção oferece 5 mil empregos
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Uma multidão de trabalhadores em busca de uma colocação no mercado da construção civil é esperada hoje, no Cietep em Curitiba, no 4º Mega Feirão de Empregos da Construção, uma promoção do Sinduscon-PR e o Sistema Sesi/Senai-PR. Mais de 40 construtoras vão ofertar mais de 5 mil vagas nas áreas operacional, administrativa e de engenharia, com salários entre R$ 1.000,00 e R$ 7.000,00. São empregos formais, com carteira assinada e benefícios como vale-mercado, vale-transporte, atendimento médico e odontológico. Será possível dar o encaminhamento para a contratação no próprio Feirão.
O feirão acontece das 9 às 16 horas e está sendo divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Além de buscar emprego, as pessoas poderão participar de cursos rápidos ou se inscrever em treinamentos técnicos gratuitos oferecidos pelo Sesi/Senai. As áreas de cursos disponíveis são locação da obra (onde ela deve ficar dentro do terreno), alvenaria, instalações elétricas, cerâmica (como cortar e dar acabamento) e sistema drywall.
O vice-presidente do Sinduscon-PR, José Eugenio Gizzi, disse que foram vendidos muitos lançamentos em 2011 e agora começam a ser construídos. Só em Curitiba, foram 12 mil unidades verticais e horizontais lançadas em 2011. Segundo ele, o número de lançamentos cresceu seis vezes nos últimos seis anos e o número de funcionários no setor 70% entre 2007 e 2012. Ele disse que este resultado também foi possível devido a novos processos, materiais e tecnologias utilizados na construção civil.
Segundo ele, outra novidade no setor é a presença de mulheres como funcionárias. Elas atuam principalmente no trabalho de acabamento que envolve azulejos, pisos e rejunte.
Gizzi estima que o setor abra 7 mil novos empregos neste ano no Paraná. Ele contou que, no Paraná, já chegou a ocorrer até atraso na entrega de algumas obras em função de falta de trabalhadores. Foi necessário até trazer mão de obra das regiões Norte e Nordeste do País. O vice-presidente do Sinduscon-PR destacou que ainda há falta de profissionais qualificados em todas as áreas da construção civil. Hoje, o menor salário é o de ajudante de pedreiro (R$ 1 mil) e o maior de engenheiro (R$ 7 mil). O salário médio do pedreiro é R$ 2 mil.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, lembrou que, em 2011, o setor gerou 10.656 empregos e teve crescimento de 8,34%. De janeiro a março deste ano foram 6.529 vagas com aumento do nível de emprego de 4,36%. Em 2010, o resultado foi melhor e chegou a 17.597 vagas. Silva acredita que o emprego vai crescer no setor em 2012, mas em ritmo menor que no ano passado.


