Reduzir custos e ampliar a margem de lucros foram os atrativos da Feira Industrial de Produtos para Sorvete do Paraná (Fipsar), que recebeu ontem mais de 800 comerciantes e fabricantes em Londrina. Os 18 expositores que estiveram na sexta edição do evento mostraram desde novidades como formas para paletas, um tipo de picolé mexicano, a máquinas que garantem rapidez, menor consumo de energia elétrica e otimização do uso de mão de obra.
O organizador da Fipsar, Josué Vieira da Silva, afirma que muitos começam com uma sorveteria de balcão, mas procuram formas de ampliar a produção para a venda atacadista. Por isso, é importante conhecer alternativas desde as mais baratas até as de larga escala de produção, para atender toda a região.
Ele cita uma envasadora para potes de mais de um sabor, com custo de R$ 3,9 mil para encher até mil recipientes de 2 litros por hora. "Dá para usar em potes de sorvetes napolitanos de 100 ml a 2 litros, sem precisar de uma envasadora industrial, que custa R$ 24 mil", diz Silva.
Entre as máquinas para massas e picolés, o diretor comercial da Polo Sul, Wagner Cavicholi, conta que as novidades são os equipamentos mais compactos, rápidos e de menor consumo de energia que tem chamado a atenção. "Temos uma nova legislação para máquinas mais eficazes e a modernização permite economia em todos os sentidos, o que deixa mais tempo para o fabricante sair em busca de mais clientes e revendedores."
Cavicholi considera que a margem de lucro sobre a venda no setor é muito boa, o que permite a recuperação do investimento em até um ano. "Isso se a pessoa usar 30% da capacidade de produção da máquina, já que ninguém começa já com 100% da capacidade", diz. A Polo Sul tem opções de máquinas com custo a partir de R$ 9,9 mil, que produzem 50 litros por hora e são ideais para uma sorveteria pequena, de bairro.
Para o dono de sorveteria em Londrina Ricardo Kadimura, é importante conhecer opções em feiras para facilitar a ampliação do negócio, tão logo seja necessário. "Estamos no inverno e vendo menos, então poderia investir somente no verão, mas é bom saber que as máquinas ficaram mais compactas, bonitas e econômicas", diz.
O gerente de fábrica de sorvetes Pedro Augusto de Araújo, também de Londrina, diz que o número de clientes tem aumentado e é preciso atendê-los em menor tempo. Interessado em uma máquina de picolés que permite produzir de 1,5 mil a 2 mil itens por hora, ele quer ganhar tempo, para reduzir custo e oferecer preços melhores no mercado. "Pelo tanto que vamos fabricar e diminuir nossos gastos, acho que em menos de um ano devo pagar o investimento."

Picolé mexicano
A Ataforma apresentou em Londrina novos moldes, que permitem ao pequeno sorveteiro produzir picolés semelhantes aos vendidos por grandes marcas, com recheio e casca crocante, chamados extrusados. A grande novidade da marca, no entanto, é o molde de paletas, ou picolés mexicanos. Gerente comercial da empresa, Claudemir Bosco Filho diz que o diferencial são os ingredientes naturais, com uso da própria fruta no lugar de emulsificantes e saborizantes, o recheio e o tamanho maior do que o normal.
Ele diz que é preciso investir em uma decoração que remeta ao México e em ao menos 15 sabores para se destacar, mas que, enquanto Curitiba está cheia de paleterias, a sobremesa é pouco conhecida em Londrina. "Quem chegar primeiro vai sair ganhando porque tem sido um sucesso em todo lugar", diz.

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