Feira no Aterro do Igapó incentiva a economia criativa
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domingo, 24 de fevereiro de 2019
Walkiria Vieira <br> Reportagem Local 

A segunda edição da feira Viva o Aterro reuniu 45 expositores no domingo (24). Obras de arte, roupas, acessórios femininos, objetos de decoração e opções de gastronomia estavam entre as atrações. De acordo com a produtora executiva e cultural do evento, Aline Giesel, a feira nasceu da iniciativa da Assomar (Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Maringá). "O empreendedor criativo é o atrativo principal da feira porque todo mundo que expõe aqui vive do artesanato e para os visitantes é uma oportunidade de consumo consciente e de incentivo à economia local. Uma chance de ter contato com quem faz, saber a origem, como é o feitio e conhecer uma história", expõe.
Giesel, que participa do evento com artigos de couro do Estúdio Abessa, valoriza também a contato com o espaço ao ar livre. "O aterro é a praia do londrinense, um espaço democrático e já existe uma relação muito positiva com esse espaço", reforça.

No mix variado, Iya Ikandayô, do Quintal do Acarajé, levou o que sabe fazer de melhor. "Acarajé convencional, vegano, vatapá sem glúten e caruru tradicional". A empreendedora considera que o coletivo sirva também para difundir novas culturas. "Nascemos da ideia de disseminar as religiões de raiz africana, desconstruir o preconceito e mostrar o verdadeiro valor da cultura negra nordestina".
A estilista Thaís Russi mostrou seu talento nas costuras com vestidos, macacões e saias. Em sua arara, os longões e as estampas predominam e considera que a cliente ganha nos detalhes de sua marca, a Tulipa. São peças fluidas, com recortes diferenciados e a possibilidade de inúmeras composições. "Estive no primeiro e a participação do público é um incentivo para nós, que somos pequenos", afirma.
Com a proposta de conscientização ambiental, os biólogos Isabela Domiciano e Marcelo Arasaki divulgaram a Decore, artesanato feito a partir de madeira descartada. O aparador de livros, o porta-chaves, o jardim vertical, a bandeja e a luminária são feitos de material que iria para o lixo. Há peças de pinus, outras daquilo que um dia foi um caixote... Domiciano, que é pós-doutoranda em Saúde Animal, aposta nesse trabalho como forma de dar sua contribuição para o ambiente. "Desde 2007 pesquiso sobre os animais marinhos e sabemos como o lixo, principalmente o plástico, é prejudicial", expõe. Moradora das proximidades, a costureira Maria de Fátima Campos ampliou a caminhada pelo Lago Igapó e foi até o aterro conferir tudo o que havia de bom. Ficou contente. "É bem gostoso, fica um domingo especial e vemos muitas coisas diferentes".
Empreendedoras da Economia Solidária e índios da aldeia Água Branca também estiveram presentes. O trabalho contou com o apoio da Prefeitura de Londrina, por meio das Secretaria Municipal de Assistência Social, com o Programa Municipal de Economia Solidária, e da Secretaria Municipal de Cultura. Também houve contação de histórias para os pequenos, aula de ioga e shows. O próximo encontro está marcado para o dia 24 de março.


