Feira mostra equipamentos e técnicas de segurança
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quarta-feira, 20 de março de 2002
Rosana Félix Equipe da Folha 
Curitiba - A segurança privada e o transporte de valores movimentam cerca de R$ 4,7 bilhões anualmente no Brasil. O desenvolvimento da tecnologia é grande para combater a criminalidade. E várias novidades do mercado estão expostas na Feira Internacional de Segurança (Sulsec), que começou ontem em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. São 40 expositores e os organizadores esperam receber 10 mil visitantes até amanhã e negociar R$ 100 milhões.
A consultoria israelense Uzil, com filial em São Paulo, divulga cursos anti-sequestro para executivos, que custam de R$ 680,00 até R$ 2,5 mil. Segundo o diretor da empresa, Eli Rahamim, há muita procura de empresários de todo o Brasil. A Magnetec, empresa do Rio Grande do Sul, expõe uma nova porta detectora de metais. Mostra até as mínimas partículas de metais e indica a área do corpo onde está, diz o representante comercial Hermes Fontana.
A programação da Sulsec inclui o Seminário de Segurança Bancária. O supervisor da Caixa Econômica Federal do Paraná e Santa Catarina na área, Ricardo Carvalho, informa que com o novo sistema adotado pelo banco, não são registradas tentativas de assalto no Paraná há oito meses em Santa Catarina há cinco. Os criminosos têm conhecimento da alta tecnologia do sistema, e por isso nem tentam o assalto, afirma.
O gerente nacional de Segurança da Caixa, Rogério Kehl, diz que o banco gasta anualmente entre R$ 10 milhões a R$ 12 milhões em proteção às agências. Segundo ele, a partir do dia 2 de abril a Caixa vai determinar como será feito o repasse de recursos de segurança para as casas lotéricas.


