Feira Moda Paraná termina hoje com público recorde
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de agosto de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Marcos NegriniPool de produçãoAs seis empresas que se uniram no Grupo da Facção participam da Moda Paraná: confecção para megamarcasA Feira Moda Paraná, que termina hoje em Maringá, deve superar todas as expectativas de público. A previsão inicial dos organizadores era de 3 mil visitantes. No primeiro dia da mostra, na terça-feira passada, mais de 7 mil compradores já haviam solicitado credenciamento e ontem pelo menos 7,5 mil pessoas já haviam passado pelo pavilhão d Parque de Exposições de Maringá. Apesar de ainda não termos nenhum fechamento das vendas, os expositores estão satisfeitos com o retorno até agora, disse ontem Valdir Scalon, presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá, que promove a feira junto com os sindicatos de Londrina, Cianorte e Apucarana.
Segundo Scalon, o grande movimento da feira deve acontecer hoje. Boa parte dos lojistas que pediram o credenciamento antecipado ainda não visitaram a feira, explicou. Scalon disse que a promoção deste ano, que reuniu as indústrias do vestuário de Maringá, Londrina, Cianorte e Apucarana, está mostrando a força do setor na região. O evento cresceu muito em relação ao ano passado, e podemos sentir isso na presença de grandes fornecedores, que estão acostumados a grandes feiras elogiam a Moda Paraná, afirma.
Uma das novidades da feira deste ano é o Grupo da Facção de Maringá, formado por seis empresas que atuam na produção de roupas para griffes nacionais. O empresário Humberto Macedo explica que com a crise e a inadimplência, muitas empresas que tinham marca própria foram obrigadas a prestar serviços para terceiros. Hoje Maringá produz mais de 200 mil peças por mês para grandes empresas e temos capacidade para ampliar essa produção, diz ele.
A idéia de formar um grupo para fazer facção, segundo Macedo, partiu da necessidade de união do setor para evitar a concorrência até certo ponto desleal. Ele diz que para garantir a sobrevivência, algumas empresas que trabalham com facção jogavam os preços a níveis impraticáveis. O que acabava comprometendo a qualidade do produto. Com o Grupo da Facção, a idéia é garantir preço, qualidade e produção. Caso uma empresa consiga um grande lote, que não tem condições de produzir sozinha, aciona as demais que participam do grupo.
Macedo explica ainda que a meta é atrair mais empresas da cidade que atuam com facção. Com isso poderemos até montar uma estrutura para negociar diretamente com os grandes clientes, mantendo equipes de vendas e de produção ou até mesmo um escritório em São Paulo, profissionalizando ao máximo a prestação de serviço, afirma Macedo. A Feira Moda Paraná abre hoje das 14 às 22 horas.


