Feira do sorvete vai ofertar paleta mais barata
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

Tirando o sustento do sorvete desde os 13 anos de idade, o comerciante Josué Vieira da Silva promove no próximo dia 17, no Aruanã Eventos, a sétima edição da Feira Industrial de Produtos para Sorvete do Paraná (Fipspar). Para este ano, entre os 15 expositores que já confirmaram presença, a principal novidade é a produção de uma paleta mexicana adaptada ao bolso do brasileiro.
Voltada especificamente para comerciantes e para quem quer entrar no ramo de sorvetes, a Fipspar terá expositores que trarão desde palitos e casquinha até máquinas para pequenos e grandes produtores. Na edição passada, promovida em 2014, cerca de 800 pessoas passaram pelo local nos dois dias de evento, segundo Silva. O promotor envia convites para os participantes.
A Fipspar de 2014 gerou cerca de R$ 100 mil em negócios de máquinas, diz Silva, mas também promove muito pós-venda, que ele não sabe quantificar.
O evento foi criado a partir de outro semelhante, realizado em São Paulo, e é uma forma de profissionais do ramo conhecerem novidades sem ter que se deslocar do Paraná. "Como eu tinha loja, eu ia para São Paulo com alguns clientes meus. Mais tarde, passei a fazer excursões para lá, mas, ainda assim, era longe para alguns. Então, fiz parcerias com as empresas e comecei a trazer algumas para cá. Todos os anos, as melhores da Fispal (Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas) vêm para a Fipspar", conta o empreendedor, que revende materiais e matéria-prima para sorveteiros.
Grande vedete da última feira, a paleta mexicana voltará revisitada, diz Silva. Se, há dois anos, o que chamava a atenção era o tamanho, bem maior que o picolé tradicional, e o sabor diferenciado, por ser produzido com a polpa da fruta ao invés de emulsificantes e saborizantes, a proposta de 2016 é a mini paleta, cerca de 50% menor tem 70 ml, contra os 142 ml da versão tradicional e bem mais barata, apesar da mesma qualidade. "Ao invés de custar R$ 10, R$ 12, a mini paleta pode ser vendida a R$ 5, com uma boa margem de lucro", diz.
IMPULSIONAR O SETOR
A proposta da feira é baratear custos de produção, de forma a fomentar a venda de sorvetes. A produção nacional subiu mais de 67% em 12 anos, indica levantamento da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis).
A produção saltou de 685 milhões de litros em 2003 para 1.146 milhões de litros no ano passado em 2014, foi ainda maior, atingindo 1.305 milhões de litros. "Ainda assim, é pouco", afirma Silva. De acordo com ele, o Brasil está na 11ª colocação no ranking de consumo de sorvete. "Os Estados Unidos, primeiro lugar, vende cinco vezes mais", conta.
A média de consumo do brasileiro é de 5,59 litros ao ano, um aumento de 46% em relação a 2003. "Vende-se mais em países frios, como Estados Unidos e Dinamarca", reclama Silva. Para ele, o que segura o consumo entre os brasileiros é a ideia de que o produto é para ser consumido no verão e que, no inverno, pode agravar doenças da época.


