Hoje é o último dia da Feira Eletromecânica e Construção Civil (10ª EletroMetalCon), que reúne os setores elétrico, eletrônico, metalmecânico e de construção civil. O evento está sendo realizado no Senai Londrina. Ontem, expositores já comemoravam bons negócios realizados na feira, e uma rodada de negócios movimentava o setor de Tecnologia da Informação.
A empresa de equipamentos de solda e corte Eletros já havia fechado, até ontem, nove vendas para empresas do setor metalmecânico e a expectativa é que mais negócios sejam fechados até o final da feira, observa Jeferson Salines, engenheiro mecânico. "A expectativa agora é maior, já que hoje (ontem) e amanhã estamos com uma máquina de corte para demonstração." Os valores das vendas variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil, afirma Welyson Ferraz, assistente técnico e vendedor da empresa. Esta é a primeira vez que a Eletros participa da feira.
A Magma do Brasil, que trouxe ao estande da empresa soluções para captação e filtragem de água de chuva, comemorava ontem quatro negócios fechados. Os valores dos contratos variam de R$ 7 mil a R$ 15 mil, afirma João Carlos Silva Junior, engenheiro da empresa. Além de negócios, a feira também rendeu à empresa uma parceria com outra expositora, comenta o engenheiro.
Sobre a atuação da empresa, Silva destaca que atualmente já existem normas e leis que determinam a exigência da instalação de sistema de captação de água de chuva em algumas edificações. A capacidade de captação depende da área do telhado, explica o engenheiro. Em média, é possível armazenar 50 litros de água por cada metro quadrado de telhado. "A água pode ser utilizada para regar o jardim, lavar a calçada e o carro", exemplifica Silva.
Com o objetivo de oferecer informações principalmente a micro, pequenos e médios empresários sobre suas possibilidades de linhas de financiamento e estimular a inovação, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) participou pela primeira vez da EletroMetalCon este ano. "O BNDES tem como missão desenvolver a indústria nacional economicamente. Por ser um recurso público, tem regras, taxas mais favoráveis, acessíveis, diferente de um banco privado, que tem metas a cumprir", explica Rodrigo Otávio de Castro Pedro, administrador do Departamento de Relacionamento com Agentes Financeiros e Outras Instituições do BNDES.
Entre as linhas de crédito disponíveis para as micro, pequenas e médias, ele cita o Finame e o PSI para maquinário e equipamentos, o BNDES Automático para projetos de investimento, o MPME para inovação tecnológica e o Cartão BNDES para a compra de produtos. "Lembrando que as operações são indiretas. Todo o processo é feito através do agentes financeiros, ou seja, os bancos."

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