Feira do PR comercializa R$ 18 mi
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segunda-feira, 19 de outubro de 1998
Vânia Casado 
A comercialização na Feira do Paraná este ano atingiu R$ 18 milhões entre os negócios do setor pecuário, indústria e comércio e com os convênios. Esse volume superou as expectativas iniciais, que apontavam para uma comercialização de R$ 10 milhões. Mas ficou inferior ao desempenho do ano passado, quando foram movimentados R$ 47,3 milhões. Para 1999, o tema da Feira do Paraná será Frutas e Legumes, em substituição ao tema da carne, discutido este ano. E o pavilhão especial, que abordou o café, tratará da cadeia produtiva da batata em 99.
A participação de expositores e de animais, nesta edição, também foi inferior ao ano passado, sendo que apenas do setor internacional evoluiu. Em 1997, 20 países participaram da Feira e este ano, foram 22 países. O volume expressivo na comercialização do ano passado ocorreu em função do desempenho da Indústria e Comércio, além dos convênios assinados durante a Feira, que somaram R$ 41,3 milhões.
A comercialização de animais somou R$ 744 mil, volume inferior ao ano passado, quando foram negociados R$ 982,7 mil. A venda de 308 animais nos 11 leilões realizados este ano renderam R$ 277,9 mil, contra os R$ 536,7 mil de 97.
Os convênios e contratos firmados este ano entre a Ovepar e Banco do Brasil, e a Brascal e Banco do Brasil somam R$ 12 milhões e os pavilhões de Indústria e Comércio faturaram R$ 5,3 milhões. Em 1997, a indústria e comércio faturaram R$ 5 milhões. O público também foi inferior ao registrado no ano passado. Este ano, 147,2 mil pessoas visitaram o evento, contra as 224,3 mil que passaram pela exposição em 97. A justificativa para isso é que foram reduzidas as excursões de estudantes em um terço. No ano passado 30 mil escolares visitaram a feira e este ano, 10 mil.
Na avaliação do coordenador da Feira do Paraná, Natalino Avance de Souza, as expectativas apontavam para um desempenho melhor do setor Animal, mas mesmo assim ficaram dentro do esperado. Contribuiu para a queda no faturamento o cancelamento de quatro leilões de gado Limousin, Blonde D Aquitaine, Charolês e cavalo Crioulo, que no ano passado registraram bom faturamento.


