Com a expectativa de movimentar R$ 10 milhões, entre a comercialização de animais e da indústria e comércio, começa hoje, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a Feira do Paraná, que vai reunir 5.400 animais de 600 expositores. No setor de indústria e comércio, o destaque deste ano será a participação das montadoras e novas empresas que estão se instalando no Paraná como a Audi, Renault e a Siemens. O tema central da Feira do Paraná será o ‘‘Mercado Globalizado Carne’’. Estão programados dois seminários, sendo um deles com participação de especialistas franceses, que vão discutir alternativas para modernizar a cadeia produtiva da carne.
A Feira do Paraná será realizada entre os dias 10 e 18 de outubro, no parque Castelo Branco. A expectativa é reunir 220 mil visitantes durante dos 10 dias de exposição. Para atração de público está programada a ‘‘Feira de Filhotes’’, onde deverão ser vendidos cerca de 1.000 filhotes.
O presidente da Federação das Associações de Criadores (Fepac), Ugo Rodack, aposta no sucesso da Feira do Paraná, em função da seleção de animais, que este ano foi extremamente rigorosa. O objetivo foi elevar ainda mais o padrão de qualidade dos animais e aumentar o valor de venda. A expectativa este ano é atingir R$ 1,2 milhão com a venda de animais, R$ 5,5 milhões nos setores da Indústria e Comércio e o restante com a assinatura de convênios, que serão oficializados durante a Feira.
Para Rodack, o investimento em genética de qualidade é a única alternativa que resta ao pecuarista, para driblar esse período de crise que vem por aí. ‘‘De forma geral, a crise financeira inibe investimentos mas também representa uma oportunidade de avanços’’, avaliou. E os pecuaristas que participarem da Feira serão os difusores de novas tecnologias.
Segundo Rodack, os eventos técnicos programados para discutir a cadeia produtiva da carne são uma tentativa para reverter o grau de atraso em que se encontra a produção, industrialização e comércio da carne bovina. Para o pecuarista é necessário discutir toda a cadeia produtiva da carne, para trilhar o mesmo caminho da produção de aves e suínos, setores que ganharam a dimensão de indústria.
O primeiro evento técnico é o Seminário sobre os novos Rumos da Raça Caracu, que deve ocorrer hoje, às 14 horas, que terá a participação de Joaquim Mira, diretor da Escola de Zootecnia Nacional de Portugal. Mira desenvolve pesquisas sobre várias raças de bovinos e quer iniciar pesquisas com o Caracu.
O presidente da Emater, Rogério Faucz, disse que estão sendo preparadas várias novidades para o público e produtores. Ele espera a visita de aproximadamente 4.000 produtores que virão conhecer as novas formas de transformar o alimento para agregar mais valor à produção da pequena propriedade.

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