Feira do Feito à Mão faz sucesso em Londrina
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domingo, 06 de junho de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Ao contrário da maioria dos domingos quase desertos do Calçadão de Londrina, Área Central, muita gente deixou os apartamentos na manhã de ontem para visitar a primeira edição da Feira do Feito à Mão que será realizada semanalmente no local. Tapetes, móveis, briquedos, arranjos e bonsais são alguns dos produtos que estavam à venda nas quase 200 barracas. ''O objetivo é dar espaço para os artesãos da cidade, além de ser um convite para as famílias fazerem uma caminhada para conhecer a feira'', disse o prefeito Nedson Micheleti (PT).
A feira que ocorreu das 10 às 15 horas trouxe gente de várias partes da cidade para o centro. A aposentada Lídia Juliana Martins, 63 anos, saiu da Zona Oeste para conhecer os produtos. ''Os preços estão muito bons. Já comprei várias coisinhas. Londrina precisava de uma feira desta há muito tempo'', avaliou Lídia. A professora Idinéia Castro, 55, também aprovou a idéia. Ela mora perto do Calçadão e acha que a feira vai movimentar muito a região. ''Vim em busca de produtos alimentícios, mas estou olhando tudo'', contou.
Quem gostou mesmo da iniciativa foram os artesãos que não tinham espaço para expor seus trabalhos. ''Vendia meus quadros para quem eu conhecia, agora tenho a oportunidade de mostrá-los para outras pessoas'', declarou a estudante e pintora Rafaela Mendes, 13. Ela lembrou que como ainda não terminou o curso de pintura, o dinheiro dos produtos vendidos vai servir para mantê-la estudando. Até o final da manhã de ontem, Rafaela havia vendido uma de suas telas. Os valores variavam de R$ 200,00 a R$ 300,00.
Segundo a presidente da Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU), Rosimeire Suzuki, o artesão não paga nada para participar da feira, mas deve levar a sua barraca. ''Além da questão financeira, é uma forma de mostrar a cultura da cidade'', disse Rosimeire. Aqueles que quiserem participar das próximas edições já podem fazer suas inscrições na sede da CMTU. A única exigência é que cada artesão respeite o espaço de três metros quadrados. Ontem, a feira ocupou três quarteirões do Calçadão.


