Feira do Armazém termina hoje com superpromoção
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sexta-feira, 12 de setembro de 1997
Carina Paccola 
Josoé de CarvalhoLiquidaçãoIara Paulo mostra vestido que ganhou desconto durante a feira: 180 unidades vendidasHoje, no último dia da 3ª Feira de Ponta de Estoque do Armazém da Moda, os lojistas tentam atrair mais consumidores com uma superpromoção. Além da promoção da feira, com descontos em torno de 10% e 15%, todas as lojas prometem baratear ainda mais o preço de pelo menos uma mercadoria.
Iara Paulo, proprietária da Classe A, resolveu baixar o preço de um vestido de slink, que custava R$ 41, para R$ 28. Outro vestido de linha, baixou de R$ 43 para R$ 31. Durante a feira, que começou há uma semana, ela vendeu cerca de 180 vestidos, que custam de R$ 17,90 (crepe de seda) a R$ 38 (linho).
Alguns modelos de túnicas de jérsei que custavam R$ 10,90 a unidade na Bonus, serão vendidos por R$ 5, segundo o proprietário da loja, Romildo Marques. Queremos acabar com o estoque, garante.
Na Chola, sandálias de diversos modelos estão custando R$ 12,50 cada. O preço de uma regata, que custava R$ 12,90 na Mastelinis, baixou para R$ 10. Na Touch-me Moda Sensual, uma calcinha de malha de algodão, vendida por R$ 3,50, custa hoje R$ 1,99. O proprietário da loja, Manoel Dagoberto de Almeida, que trabalha com conjuntos de lingeries que variam de R$ 16,50 a R$ 28, diz ter vendido nesta semana cerca de 150 conjuntos.
No sábado passado, cerca de oito mil pessoas visitaram a Feira, segundo o administrador do Armazém Edgar Fengler. Ele espera que esse movimento se repita ou até aumente hoje. O consumidor londrinense está optando por fazer compras no final de semana, diz. Segundo Fengler, as vendas devem atingir a meta, estipulada em R$ 1 milhão.
A proprietária da Carambola Modas, Maria Lúcia Fiori, disse ontem que as vendas da feira foram ótimas. Não posso reclamar. Contratei até mais uma funcionária para trabalhar durante a feira, contou. Na Cintia Confecções, a empresária Elizabeth dos Santos reclamou que o consumidor está sem dinheiro para comprar. Nem os sacoleiros apareceram.
A empresária Geni Armarolli, da loja Salian, avaliou que a feira deste ano teve movimento menor que as dos anos anteriores. Acho que é falta de dinheiro. Mesmo assim, não posso me queixar, porque sempre um pouco a mais a gente vende.
Para os consumidores, ir à feira valeu a pena. O piscicultor Leandro Marcon comprou três calças. Vim por causa do preço, que está bom. A comerciante Olina Carvalho Neves comprou roupas para ela e os filhos. Sempre venho aqui. Agora estou aproveitando que os preços estão melhores por causa da feira.
A costureira Maria Aparecida de Carvalho comprou camisetas regatas para a filha. Tem bastante coisa em conta. No comércio em geral, qualquer camisetinha custa muito caro, disse. A secretária Izilda Meneghell foi dois dias à feira comprar roupa infantil e blusa feminina. Os preços são compensadores.


