Feira divulga produção de MEIs em Londrina

Município tem cerca de 27 mil microempreendedores individuais cadastrados e esse número só vem aumentando com a alta do desemprego

Simoni Saris - Grupo Folha
Simoni Saris - Grupo Folha


Expositores usaram o espaço, na Praça dos Três Poderes, para divulgar seus produtos e prospectar novos negócios
Expositores usaram o espaço, na Praça dos Três Poderes, para divulgar seus produtos e prospectar novos negócios | Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 


Sair da informalidade e se tornar MEI (Microempreendedor Individual) traz seguranças, como o acesso ao auxílio-doença e ao salário maternidade, e recolhimento de INSS, que garante a aposentadoria. A formalização também pode ser o primeiro passo para o crescimento do negócio, já que ao emitir nota fiscal, o microempreendedor aumenta o leque de clientes, podendo atender a pessoas jurídicas.


Em Londrina, há cerca de 27 mil MEIs cadastrados e a procura só aumenta. Além da alta do desemprego, que impulsiona os trabalhadores a empreenderem, as mudanças nas leis trabalhistas obrigaram muitos profissionais a tornarem-se pessoas jurídicas. É o que avalia a diretora financeira da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina) e responsável pela Sala do Empreendedor da prefeitura, Lilian Santos. “Esse ano a procura aumentou bastante. A maioria não tem estabelecimento fixo e o que mais tem são vendedores individuais”, comentou.




Mais do que a possibilidade de emitir nota fiscal, Santos considera a contribuição com o INSS o mais importante da formalização. O valor é reduzido, mas garante acesso a vários benefícios, como auxílio-doença, auxílio-reclusão, salário maternidade e aposentadoria por idade.


Lays Cavalcante: “Eu recolho INSS, se eu ficar doente, recebo auxílio"
Lays Cavalcante: “Eu recolho INSS, se eu ficar doente, recebo auxílio" | Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 


Nesta quinta-feira (7), a Codel e o Sebrae promoveram a segunda edição da Feira do Microeemprendedor Individual, na Praça dos Três Poderes. Das 11 às 19 horas, 21 expositores usaram o espaço para divulgar seus produtos e prospectar novos negócios. Lays Cavalcante trabalhava como vendedora porta a porta e há dois anos decidiu formalizar a atividade. Ela comercializa artigos de confecção e se tornar microempreendedora fez com que se sentisse mais segura por contar com acesso a benefícios trabalhistas. “Eu recolho INSS, se eu ficar doente, recebo auxílio. Mas também fiz o MEI pensando no futuro porque tenho planos de trabalhar com atacado”, contou.



 Daizi Brandalize: “Meu custo seria maior se eu não fosse MEI"
Daizi Brandalize: “Meu custo seria maior se eu não fosse MEI" | Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 


Depois de se aposentar, Daizi Brandalize queria ter uma ocupação que a mantivesse ativa e foi resgatando receitas de família que começou a fazer doces e salgados para vender. A Deggustare é uma microempresa com dois anos de existência e a produção é de acordo com as encomendas. Brandalize está contente com os resultados. Para atender a demanda, ela trabalha de segunda a sábado. “Meu custo seria maior se eu não fosse MEI. E o mais importante é que mesmo que eu tivesse um funcionário, não precisaria pagar os encargos”, disse.


“Em eventos como essa feira, os microempreendedores individuais ganham visibilidade, divulgam seus produtos e fomentam os negócios da MEI. No ano passado, tivemos expositores que não tinham ponto fixo e depois da feira, com a divulgação, tiveram que abrir uma loja física para atender a demanda”, ressaltou a consultora do Sebrae, Célia Regina Palermo. O Sebrae dá todo o suporte para quem quiser ser um MEI.   


Quem quiser seguir o caminho de Cavalcante e Brandalize, o primeiro passo é procurar a Sala do Empreendedor, localizada no piso térreo da sede da Prefeitura de Londrina. O cadastro é feito na hora e o único custo é com o pagamento mensal do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), no valor de cerca de R$ 52, no qual estão embutidos o recolhimento de INSS e ISS. No primeiro ano, o microempreendedor individual é isento do pagamento do alvará de licença, que só é cobrado a partir do segundo ano, em taxa única de R$ 73,90. Ele também deve participar de uma palestra na qual são explicados os direitos e obrigações de um MEI.


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