Feira disponibiliza oportunidades para deficientes
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Diogo Cavazotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O analista de sistemas Marcos Aurélio de Feitas é deficiente visual e está desempregado há três meses. Ele já atuou como programador e agora busca uma oportunidade na área de tecnologia da informação. Ontem ele foi um dos participantes da 1 Feira do Emprego e Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência, promovida pelas secretarias municipais do Trabalho, Educação e Fundação de Ação Social, além do Conselho Municipal de Relações do Trabalho e Emprego de Curitiba.
Foram 27 empresas, entre agências de recursos humanos, supermercados, montadoras, entre outras, que ofereceram aproximadamente 800 vagas. Segundo o secretário municipal do trabalho, Jorge Bernardi, existem 70 empresas na Capital com mais de mil funcionários. Elas entram na Lei de Cotas (8213/91), que estabelece 5% de reserva de vagas para pessoas com deficiência. As com mais de 100 funcionários devem reservar 2%. Com a lei, a cidade oferta 18 mil vagas, mas apenas 6 mil estão preenchidas.
''As empresas dizem que não encontram pessoas qualificadas para ocupar as vagas. Os candidatos relatam que não acham empregos. A feira serviu para resolver este problema'', explica a assessora de empregabilidade para pessoas com deficiência, Diorlanda Stoco. O objetivo é realizar o evento uma vez por ano. O salário médio dos deficientes em Curitiba é R$ 1,4 mil por mês. No entanto, a média salarial do Estado é de R$ 1 mil.
Durante a feira, o sociólogo e mestre em relações exteriores Fernando Botelho, falou sobre um sistema, criado por ele, para facilitar o uso do computador por parte dos deficientes visuais. Com a instalação de um pen-drive, o usuário cego recebe as informações através de um sintetizador de voz. Programas semelhantes já existem, mas custam cerca de R$ 2 mil. Os gratuitos possuem uma série de limitações. O pen-drive, cujo preço é de R$ 200 mil, pode ajudar na inserção do deficiente no mercado de trabalho. Países da África, Bélgica e Alemanha já se interessaram pelo invento de Fernando, que também é deficiente visual.


