São Paulo
Começa hoje, em São Paulo, a 46ª edição da Fenit (Feira Internacional da Indústria Têxtil) e a 32ª Fenatec (Feira Internacional de Tecelagem). O evento, que dura quatro dias e é considerado o mais importante para os segmentos de confecção e vestuário, reúne cerca de mil empresas nacionais e estrangeiras que mostrarão as tendências da moda primavera/verão 97/98.
Segundo Roberto Chadad, presidente da Abravest (Associação Brasileira do Vestuário), até o encerramento das feiras, a expectativa é de que as empresas tenham alavancado negócios de até R$ 8 bilhões (R$ 5 bilhões no setor de confecção e R$ 3 bilhões no setor de tecelagem). ‘‘Durante o evento, São Paulo vira a capital da moda. Essa quantia se refere a todas as empresas dos setores, até mesmo aquelas que não estão participando das feiras por falta de espaço físico’’, explica.
Mais de cem mil pessoas, entre compradores, lojistas e profissionais da área, são esperados pela Alcântara Machado Feiras e Promoções, que organiza o evento. As duas feiras irão ocupar 36 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi.
A participação de países estrangeiros é um dos destaques da Fenit/Fenatec. Dos 650 expositores da Fenit, 67 são de fora. Participam da feira confecções dos Estados Unidos, da França, Argentina, Alemanha, Itália, do México, Chile etc. ‘‘Finalmente o Brasil está sendo descoberto como um mercado alternativo em potencial. A presença de confecções européias e norte-americanas é sinal disso’’, afirma Vivi Haydu, diretora da Fenit.
Na Fenatec, dos 380 expositores, 120 são estrangeiros. Eles vêm dos Estados Unidos, da França, Itália, India, China, Argentina etc. ‘‘Esse interesse se justifica pela abertura da economia. O evento é uma porta de entrada para as novidades recentes na moda da Europa e do resto do mundo’’, acrescenta Manoel Telles de Souza, diretor da Fenatec.
De acordo com os dados da Abravest, a indústria nacional do vestuário faturou R$ 22,2 bilhões, produziu 3,3 milhões de peças e empregou 1,3 milhão de pessoas no ano passado. Já a indústria têxtil, segundo Luiz Américo Medeiros, presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), tem um faturamento médio anual de US$ 17 bilhões.
Além disso, o consumo anual é de 1,3 milhão toneladas de fibras têxteis, que são transformados em fios, tecidos e confecções. Nos últimos três anos, houve um investimento de U$ 3 bilhões em maquinários de última geração para a produção de artigos de melhor qualidade e competitividade.

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