Feira de Santana planejou seu futuro
Industrialização com planejamento. Essa seria a fórmula do sucesso de Feira de Santana (BA), segundo o presidente do Centro Industrial do Subaé (CIS), José Merces de Oliveira Neto. ''Nossa economia era totalmente baseada na pecuária. Nem mesmo uma agricultura forte nós tínhamos'', afirma.
O processo de industrialização, de acordo com ele, teve início em 1970, quando o então prefeito João Durval criou o CIS, inicialmente uma autarquia municipal. Ela tornou-se estadual em 1984 quando o próprio Durval assumiu o governo do Estado. Na esteira da autarquia, vieram as primeiras indústrias: Pirelli, Klabin e Kaiser. ''Feira de Santana foi a primeira cidade da América Latina a ter um plano diretor. O fato de ter planejado o seu desenvolvimento foi muito importante para a cidade'', alega.
De acordo o presidente do CIS, o município e a região vêm recebendo melhorias na infraestrutura, o que ajuda a impulsionar a economia. ''Somos um dos maiores entroncamentos rodoviários do Nordeste. Por aqui, passam as BRs 101, 116 e 324. Temos acesso fácil à capital (Salvador) em pista duplicada'', ressalta.
A proximidade com dois portos, o de Aratu e o de Salvador, também ajuda muito. ''Recentemente, tivemos intervenções no nosso aeroporto, que foi totalmente reformado e concedido à iniciativa privada'', conta.
O setor industrial em Feira de Santana segue a todo vapor. Recentemente, segundo ele, a Fábrica da Nestlé divulgou que fará a ampliação da planta na cidade. ''Serão investidos R$ 100 milhões'', diz Oliveira Neto. Segundo ele, a Placo do Brasil (fábrica de materiais para construção) já está se instalando no município. A indústria de plástico israelense Tama e uma ''gigante do setor de BPO'' são outras empresas aguardadas no município baiano, segundo o presidente do CIS. (N.B.)





