Feira de máquinas deve girar R$ 200 mi
Cláudia Lopes
De Londrina
Cerca de mil pessoas trabalham na montagem dos estandes e finalização dos detalhes da FIQ 2000 Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira, que começa amanhã, às 10 horas, no Expoara, em Arapongas.
São esperados 50 mil visitantes do Brasil e exterior até sábado, último dia da feira, que contará com 300 expositores. O austríaco Jurgen Schweigkofler, responsável pelas vendas da empresa Blum na América do Sul, é um dos expositores que pretende aumentar a quantidade de clientes no Brasil, através dos contatos feitos na FIQ. O representante comercial da empresa no Paraná, Claudinei Fogagnoli, espera um incremento de 20% na clientela. Hoje, vendemos ferragens para móveis para mais de 500 empresas no País.
Com sede na Aústria, a Blum tem uma joint venture com a Albras no Brasil, com duas unidades industriais em Embú (SP) onde são produzidas 1 milhão de dobradiças mensalmente. Pelo menos 50 pessoas vão trabalhar no estande da Blum Albras na feira. Com faturamento anual de US$ 500 milhões, o grupo possui 2,7 mil funcionários no mundo inteiro.
O objetivo do gerente da Far East, Dahge Chiadin Chang, empresa de Curitiba que representa indústrias de Tai Wan, no território chinês, é firmar sua marca no Norte do Paraná e interior de São Paulo. Atualmente, temos mais representatividade em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contou Chang, que calcula ter seis clientes na região de Arapongas.
Ele acredita que venderá, na FIQ, algumas plainas de duas faces que custam entre R$ 50 mil a R$ 90 mil reais, dependendo dos acessórios. Mas nossa intenção é mesmo divulgar os equipamentos, disse Chang. Na última sexta-feira, três máquinas que serão expostadas na feira ainda estavam no Porto de Paranaguá. A maioria dos equipamentos veio de Tai Wan, contou. Os preços das máquinas variam de R$ 1 mil a US$ 1,5 milhão.
O gerente de negócios da área de puxadores da empresa alemã Hettich-Plastipar, Elcio Vieira, vai lançar uma nova linha com 80 puxadores na feira. Num estande de 230 metros quadrados, a empresa também mostrará dobradiças, corrediças, sistemas de portas sanfonadas, entre outras ferragens para móveis produzidas na fábrica da Plastipar em Curitiba e nas unidades alemãs. Queremos divulgar novos conceitos na fabricação das peças, disse Vieira. Ele prevê cadastrar dois mil novos clientes até sábado.
A diretora da Perfilisa, de Caxias do Sul (RS), Lea Bazzo, também visa aumentar o número de clientes da empresa, que produz acabamentos para móveis em PVC. A primeira edição da FIQ, em 98, rendeu muitos clientes novos. Hoje, atendemos 70% das indústrias de Arapongas.
Segundo os organizadores do evento, a previsão de comercialização é de R$ 200 milhões. O coordenador geral da FIQ, José Roberto Pontalti, disse que o custo total do evento chega a R$ 6 milhões, computando inclusive as passagens aéreas oferecidas pelas indústrias aos compradores das empresas de móveis. A venda de espaços e a montagem de estandes rendeu R$ 3,8 milhões, calculou.
Com idade mínima de 14 anos, a entrada gratuita na feira é restrita aos visitantes que comprovarem ligação com o mercado moveleiro, ou seja, industriais, lojistas, representantes e prestadores de serviços. Para quem não trabalha no setor, o ingresso vai custar R$ 15.Pavilhão da Expoara está pronto para abertura da mostra, amanhã, reunindo 300 expositores que querem atrair 50 mil visitantes
Mario CesarMEGACONTASDos R$ 6 milhões gastos na promoção da feira, R$ 3,8 milhões foram cobertos pela venda de espaços e montagem de estandesMario CesarLea Bazzo, da Perfilisa: A primeira edição rendeu novos clientesMario CesarElcio Vieira, da Hettich-Plastipar: novos conceitos e produtos





