Feira de Louças quer movimentar R$ 1 mi
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quarta-feira, 05 de setembro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da da Folha 
Equipe da da Folha
Curitiba - A 17 Feira da Louça que começou ontem em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, deve receber cerca de 40 mil visitantes e movimentar R$ 1 milhão em negócios. Quem for ao local vai encontrar produtos como jogos de jantar e café e peças de decoração a preço de fábrica. A mostra é organizada pelo Sindilouça-PR e ficará aberta até 16 de setembro no Ginásio da Rondinha, localizado no Km 20 da BR-277, sentido Ponta Grossa-Curitiba.
O presidente do Sindilouça-PR, José Canisso, disse que a finalidade da feira é divulgar o trabalho das empresas que estão instaladas em Campo Largo há cerca de 50 anos. Além disso, a mostra pretende fortalecer o relacionamento direto com o consumidor e divulgar o trabalho das indústrias. A feira traz sempre os últimos lançamentos e as tendências em design do setor. No local, será possível encontrar prato de cerâmica simples por R$ 1.
O pólo cerâmico de Campo Largo é formado por 36 empresas de pequeno, médio e grande porte que geram por 6 mil empregos diretos e outros 6 mil indiretos. O setor fatura cerca de R$ 800 milhões por ano. As indústrias respondem por 60% da arrecadação de ICMS do município, fabricam 90% da porcelana branca de mesa nacional, 83% das porcelanas da América Latina, 40% das cerâmicas de mesa nacional, 50% das cerâmicas para eletro-eletrônicos e eletromecânica e ainda 16 milhões de metros quadrados de pisos e revestimentos ao ano.
O segmento produz 250 milhões de peças por ano. Deste total, entre 25% e 40% são exportados para os mercados da Europa, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Caribe, México e Mercosul.
Reestruturação - Em maio, o pólo foi atingido pelas demissões da fábrica de porcelanas Schmidt, instalada em Campo Largo. A empresa demitiu 221 funcionários da unidade do Paraná. A companhia também cortou outros 120 trabalhadores da unidade de Mauá (SP) e 100 na fábrica de Pomerode (SC) para fazer uma reestruturação na indústria. A empresa sofre com a concorrência dos produtos chineses que chegam ao Brasil até um terço mais baratos que os nacionais, o que tem feito a Schmidt perder mercado.
A unidade do Paraná produz pratos e travessas, a catarinense xícaras e pires e a de São Paulo faz a decoração das peças. Só no Paraná, são fabricadas 2,6 milhões de peças por mês. De acordo com Canisso, depois da Schmidt nenhuma empresa do setor anunciou mais demissões. ''Acredito que dentro de quatro a cinco anos, a Schmidt volte ao mercado estabilizada'', disse.
Serviço:
A 17 Feira de Louça prossegue até o dia 16
Local: Ginásio da Rondinha - BR 277 - KM 20 (ao lado da Igreja São Sebastião)
Entrada: R$ 3,00; idosos (acima de 65 anos) e crianças de até 12 anos não pagam
Horários: dias úteis das 14 às 22 horas; sábados/domingos e feriados das 10 às 22 horas


