Josoé de CarvalhoCriança também tem espaço na Feira de Informática e Tecnologia (Infotech). São 240 m2 para jogar bola, peteca, pular corda, amarelinha e, é claro, brincar no computador. Enquanto os pais visitam os estandes da feira, as crianças de quatro a 12 anos ficam ocupadas por meia hora na Infobaby. O local é gerenciado pela escola Lume Informática, dirigida para crianças com uma proposta de interação social.
Segundo a proprietária da Lume, Maria Sílvia Cintra Cruciol, ao chegar na Infobaby, as crianças passam pelos jogos interativos antes de sentar-se à frente do computador. São oito equipamentos com CDs educativos e recreativos. As crianças são supervisionadas por professores da escola. Até ontem à tarde, 450 crianças haviam participado da Infobaby.
A universitária Eduarda Regina da Veiga deixou as duas filhas Rafaela, 7 anos, e Raíssa, 9, na Infobaby para assistir uma palestra no Congresso de Tecnologia (Conttein), evento paralelo à Infotech. ‘‘É bastante interessante esse espaço. O computador mexe com a cabecinha das crianças e amplia o universo delas’’.
Aplicativos para gestão empresarial - com módulos para diversos setores de produção - estão à venda no estande da Datasul, na Infotech. A Datasul é de Joinville (SC), cidade considerada a maior produtora de software do Brasil. O gerente da filial em Londrina, Henrique Ismael Martins, afirma que a Datasul está há 13 meses na Cidade e já tem 16 clientes, atendidos pelo módulo agrícola, que faz a gestão do plantio, acompanha o desenvolvimento da cultura, a folha de pagamento agrícola, verifica a rentabilidade das equipes que trabalham no campo. A maioria dos clientes, segundo Martins, é plantador de cana. ‘‘Todos estão se informatizando para disputar o mercado mundial de açúcar, mas o módulo atende a produtores de qualquer cultura agrícola’’, diz.
A diferença do módulo agrícola para os programas existentes no mercado é que o módulo é completo - enquanto os outros software têm ou um tratamento prático ou científico - além de ter um custo acessível para os pequenos produtores. ‘‘Hoje a tecnologia está disponível para empresas de qualquer porte. Todos precisam gerenciar seu negócio, mas antes só os grandes tinham acesso às técnicas’’, afirma Martins.

Josoé de CarvalhoEcletismoCrianças têm espaço especial para brincadeiras convencionais e virtuais: são 240 metros quadrados para os menores de 12 anos. Ricardo Ildefonso, da PontoEXE Tecnologia, divulga 4 novos programas na feiraA PontoEXE Tecnologia, de Londrina, está divulgando quatro programas. Três deles são voltados para programadores, segundo o proprietário Ricardo Ildefonso. Ele explica que o Dr.Case ‘‘desenha’’ um sistema sem se preocupar com a programação. ‘‘O programador vai desenvolvendo as idéias e o software se encarrega de programá-las para a linguagem do computador’’, explica. O outro programa - Sculptor - gera aplicações para a linguagem Delphi. E o Hand PROT é uma ferramenta que protege os programas contra cópias piratas. ‘‘O criador do software distribui seu produto, já protegido contra pirataria’’.
A maior novidade da empresa, de acordo com Ildefonso, é um software criado pela PontoEXE - o VisualADV - que faz a administração de um escritório de advocacia. As idéias para o programa foram desenvolvidas com assessoria de professores de administração. ‘‘O programa está tendo excelente aceitação. Serve para advogados que trabalham apenas com uma secretária e para grandes escritórios. O software organiza o trabalho, evita perdas e ajuda a produção de forma mais inteligente’’. O preço desse programa, na Infotech, é de R$ 600,00 (em dez vezes). Fora da feira, o custo é de R$ 700,00 (divididos em três vezes).
A Feira termina amanhã às 20 horas e os promotores anunciam o balanço final de público e negócios para essa terça-feira.

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