Mais de 10 mil imóveis serão ofertados durante a 5 Feira de Imóveis de Londrina. O evento será realizado entre os dias 15 e 17 de maio, no Centro de Eventos do Catuaí Shopping. A expectativa da organização é atrair mais de 10 mil pessoas ao local e movimentar mais de R$ 50 milhões em negócios, incluindo transações firmadas após a feira. O evento foi lançado ontem durante café da manhã que contou com a participação de organizadores, imobiliaristas e autoridades. A FOLHA apoia e participa do evento.
A proposta é oferecer aos consumidores em um só local imóveis residenciais e comerciais para venda e locação. Além disso, há a participação de agentes financeiros - Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco - onde o público poderá obter crédito para financiamento. ''O mercado imobiliário de Londrina está efervescente e ainda não atingimos o seu pico, o que deve ocorrer somente no final do próximo ano. No primeiro trimestre deste ano já atingimos crescimento (no mercado) de 14% com relação ao mesmo período do ano passado'', afirmou Marco Antônio Bacarin, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil).
Segundo Osmar Ceolin Alves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), a indústria da construção civil nacional cresceu 12,2% no primeiro trimestre, índice que foi repetido em Londrina. A expectativa é que neste ano os lançamentos imobiliários devem aumentar 5% em relação ao ano passado. ''A baixa renda sempre irá concentrar a maioria dos lançamentos até porque é onde está o maior deficit habitacional. No entanto, a classe média tem se recuperado, uma vez que temos acompanhado o crescimento constante da Zona Sul', observou.
Já o vice-presidente do Secovi, Nestor Correia, lembrou que a construção civil tem uma função econômica e social, uma vez que movimenta uma ''enorme cadeia produtiva'', que vai desde a produção de insumos utilizados na obra, mão de obra, equipamentos, materiais de acabamentos, até a indústria automotiva, com a comercialização de veículos de transporte.
''Minha Casa, Minha Vida''
A Caixa Econômica Federal participa desta edição da feira com foco no programa habitacional do governo federal ''Minha Casa, Minha Vida''. Segundo o gerente regional de Construção Civil do banco, Ubiraci Rodrigues, não há limites de orçamento para a feira. Segundo ele, atualmente estão em construção cerca de 4 mil unidades habitacionais do programa com prazo de entrega variados. O programa oferece duas modalidades de financiamento: com recursos do FGTS (para financiamentos de até R$ 100 mil, destinados a classe média) e do Fundo de Arrecadação Residencial (que beneficia a baixa renda e serão contemplados apenas os inscritos na Cohab).
''O 'Minha Casa' é o grande mote para as construtoras. Além disso, o programa oferece prestações decrescentes, subsídios de até R$ 17 mil e prazo de financiamento de 30 anos'', informou Rodrigues. Para esta edição da feira, a expectativa do banco é dobrar o número de atendimentos com relação ao ano passado: de 1 mil pessoas para 2 mil.
Já o bancos do Brasil e Bradesco participam pela primeira vez do evento. ''O nosso objetivo é aumentar a participação no mercado local'', afirmou Ciniro Aparecido Sorge, gerente regional do Bradesco. ''Temos disponibilidade de crédito ilimitada e o nosso objetivo é fazer com que os interessados já saiam da feira com o crédito pré-aprovado'', disse. Já Nilson José dos Santos, que representou a superintendência do BB, comentou que a instituição entrou no segmento de financiamentos imobiliários no ano passado. ''Também queremos aumentar nossa participação no mercado e crédito não vai faltar'', garantiu. Segundo ele, o BB oferece taxas de mercado semelhante às da Caixa Econômica, banco também público, mas com tradição no mercado imobiliário.
A 5 Feira de Imóveis é promovida pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil), Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi - Regional Londrina) e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon-Norte) e organizada pela Tasa Eventos.

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