Quem procura investimento seguro ou quer realizar o sonho da casa própria pode visitar, até amanhã, a 11ª Feira de Imóveis de Londrina, que oferece cerca de 3 mil oportunidades de negócios. Segundo os organizadores, a oferta maior que a demanda permite encontrar a unidade procurada em qualquer ponto de Londrina e, para quem tem o dinheiro na mão, há ainda mais flexibilidade de negociação.
A perspectiva de prospecção de negócios é de até a R$ 100 milhões e a Caixa Econômica Federal oferece atendimento no local para quem quer fazer simulações de financiamento. "São diversas opções. Não há limites de orçamentos ou de valor de imóvel", afirma a gerente do estande, Fátima Brunello Fuganti. Parceiro na realização do evento, o banco promove o 12º Feirão de Imóveis da Caixa.
A feira reúne 45 expositores em 30 estandes, que oferecem desde os imóveis mais básicos que se encaixam no programa governamental "Minha Casa, Minha Vida" e em outras modalidades de financiamento. Segundo o promotor da Feira de Imóveis, Sérgio Takao Sato, mesmo que menos aquecido, o mercado segue movimentado. "As pessoas continuam casando, os universitários continuam vindo para Londrina e ainda tem investidores. Pode vender menos, mas não parou", afirma.
O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e Região (Sincil), Marco Antônio Bacarin, minimiza a crise econômica e atribui ao noticiário, principalmente o político nacional, a incerteza na hora de investir em um imóvel. "Esse pânico que se criou sobre os problemas nacionais contaminou a população, que aguarda uma solução. Mas, para quem precisa de imóvel e tem condições de comprar, o momento é ideal", ressalta.
Apesar disso, Bacarin afirma que o que mantém o mercado funcionando são as faixas mais baixas – existe no Brasil um deficit habitacional para 7 milhões de brasileiros de baixa renda – e a classe social que abrange quem tem renda entre 1 e 3 salários mínimos.
As classes média alta e alta, afirma, compraram imóveis nos anos de boom imobiliário. Por isso, não há imóveis oferecidos na feira acima dos R$ 2 milhões, diferente do que ocorreu nas edições passadas. "É uma categoria que, agora, está quieta. O empresário não gasta porque não precisa comprar neste momento", avalia.

Ideal para conhecer
Sérgio Takao Sato diz que a feira é o local ideal para procurar o imóvel dos sonhos sem ter que passar de imobiliária por imobiliária. "Imagine quem acaba de chegar a Londrina? Tem tudo o que precisa aqui", diz. A expectativa é que entre 7 mil e 8 mil pessoas passem pelo evento até amanhã.
O delegado de polícia Eduardo Mady foi um dos que aproveitaram a feira para se inteirar do que há ofertado por Londrina. Morador de Irati (Centro-Sul), ele procura apartamento de dois ou três quartos para as filhas que estudam na cidade.
Ele, a filha Maria Luiza Mady e a mãe Saida Mady passaram por três estandes e aproveitaram para fazer simulação de financiamento. "Por enquanto estamos procurando, dando uma pesquisada nos preços e condições de financiamento. Claro que é momento de crise, mas é nessas horas que acha as melhores condições", avalia.

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